Apresentação das selecções do Mundial: Nova Zelândia

Favoritos a vencer a competição, os All Blacks terão que provar que também conseguem ser os melhores fora de casa

São, sem dúvida, a selecção mais reputada e admirada mundialmente, mas os All Blacks vão ter em Inglaterra que mostrar que conseguem vencer a mais importante competição a jogar no terreno do adversário. Steve Hansen tem ao seu dispor uma equipa polivalente, recheada de jogadores fora de série e que são, sem discussão, dos mais dotados tecnicamente à face da Terra.

 

O percurso dos All Blacks nos Mundiais reflecte claramente o domínio avassalador que esta selecção tem conseguido na modalidade: campeões em 1987 e 2011; vice em 1995; 3.º lugar em 1991 e 2003; 4.º lugar em 1999; pior prestação a ter sido a queda nos quartos-de-final, em 2007, quando perderam contra a França, a selecção que, curiosamente, bateram nas duas finais que venceram. Falta, no entanto, aos All Blacks, ganhar um título Mundial fora da Nova Zelândia.

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Steve Hansen lidera uma máquina bem oleada, com jogadores impiedosos, precisos, atléticos e com capacidade técnica e posicionamento táctico acima da média. Possuem talvez o melhor contra-ataque do mundo, com elementos versáteis e rápidos. O ponto menos forte tem sido a mêlée, onde a técnica não é a melhor na primeira linha e, também, devido a alguma indisciplina. No entanto, os driving mauls são uma plataforma de excelência para os ensaios.

 

Há nomes incontornáveis e incontestáveis: Richie McCaw, Brodie Retallick, Kieran Read, Aaron Smith, Ma’Nonu ou Conrad Smith. A grande surpresa, está na ausência de Israel Dagg, com Beauden Barrett e Colin Slade a ganharem a corrida para segunda opção a “10” (depois de Dan Carter) relativamente a Lima Sopoaga, que fez um Super Rugby inspirado, pelos Highlanders.

 

A renovação surge através da chamada de Waisake Naholo (ponta dos Highlanders e melhor marcador do torneio de Super Rugby de 2015 com 65 pontos, resultantes de 13 ensaios) e Nehe Milner-Skudder (defesa dos Hurricanes).

 

Curiosidade:

Chama-se haka e demonstra a paixão, o vigor e a identificação com a raça e servia para intimidar as tribos inimigas. Hoje em dia é quase impensável imaginar um jogo da selecção da Nova Zelândia sem a tradicional dança maori, exibida por cada jogador com orgulho. As origens da haka perdem-se no tempo e na herança maori do povo neozelandês. A tradição da performance da dança antes de cada jogo por parte dos All Blacks remonta ao início do século XX mas, ao longo dos anos, têm sido usadas várias versões da haka. Em 2006 no País de Gales, a federação galesa de râguebi exigiu que a haka fosse executada antes do hino do País de Gales. Os jogadores All Blacks recusam e realizaram-na no balneário.

 

Jogos na Fase de Grupos

20/09: Nova Zelândia-Argentina, 16h45

24/09: Nova Zelândia-Namíbia, 20h00

02/10: Nova Zelândia-Geórgia, 20h00

09/10: Nova Zelândia-Tonga, 20h00

 

Convocados

Avançados: Ben Franks, Owen Franks, Charlie Faumuina, Tony Woodcock, Wyatt Crockett, Dane Coles, Keven Mealamu, Codie Taylor, Brodie Retallick, Sam Whitelock, Luke Romano, Kieran Read, Richie McCaw, Sam Cane, Victor Vito, Jerome Kaino, Liam Messam.

Três-quartos: Aaron Smith, TJ Perenara, Tawera Kerr-Barlow, Dan Carter, Beauden Barrett, Colin Slade, Ma'a Nonu, Conrad Smith, Malakai Fekitoa, Sonny Bill-Williams, Ben Smith, Julian Savea, Nehe Milner-Skudder, Waisake Naholo.