Apresentação das selecções do Mundial: Inglaterra

A jogar em casa os ingleses surgem no lote dos favoritos, mas terão na fase de grupos uma prova de fogo

A renovação implementada por Stuart Lancaster na selecção inglesa após a desapontamente prestação no Mundial 2011 vai ser finalmente colocada à prova a partir das 20h00 desta sexta-feira. A jogar em casa, as expectativas dos ingleses na conquista do seu segundo Mundial são altas, mas o nível das exibições do “XV da Rosa” tem oscilado bastante. Ser anfitriã pode ser o elemento motivador para quebrar o “enguiço” do “quase ganha” dos últimos anos, mas para ambicionar jogar a final de Twickenham, a Inglaterra terá primeiro que apurar-se no dificilimo Grupo A.

 

O primeiro jogo internacional de sempre envolveu a Inglaterra e a Escócia, sem dúvida duas referências do râguebi Mundial. Em 1991 e 2007, os ingleses foram vice-campeões, tendo ganho a cobiçada Taça Webb Ellis em 2003, numa final decidida no último minuto com um drop de sir Jonny Wilkinson.

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A selecção Inglesa conta com uma equipa recheada de boas opções e com profundidade no seu jogo, tendo valências em praticamente todos os apontamentos, desde as fases estáticas até ao jogo aberto.

 

A alargada base de recrutamento à disposição de Lancaster ditou a exclusão de Manu Tuilagi e Dylan Hartley por questões disciplinares, enquanto aquela que já foi a dupla de centros incontestada, também ficou de fora: Billy Twelvettres e Luther Burrell. O bom momento de Billy Vunipola deixou Nick Easter fora e Danny Cipriani foi preterido por Owen Farrel e George Ford. Alex Corbisiero foi excluído devido a dificuldades físicas, tendo sido escolhido para pilar Kieran Brookes, dos Nortahmpton Saints.

 

Se uns ficam de fora, outros tiveram o privilégio de estar no ambicionado grupo de 31 convocados. Joe Launchbury é um desses casos e está de volta depois de problemas físicos no ano transacto. Sam Burgess, depois de uma carreira dedicada ao Rugby League e apenas com uma época no Rugby Union (Bath Rugby) foi chamado e o jovem Henry Slade, dos Exeter Chiefs, também teve direito a estar no lote de escolhidos.

 

Na luta pela posição “10”, George Ford, com mais capacidade de interpretar as necessidades de jogo e “inventar” soluções parte em vantagem relativamente a Owen Farrell, sendo que, no entanto, este último tem sido mais fiável no jogo ao pé.

 

Curiosidade:

Assistir a um jogo da Inglaterra é um espectáculo dentro do próprio espectáculo graças à forma empenhada e apaixonada com os adeptos ingleses acompanham e apoiam a sua selecção. Um dos momentos altos é ouvir o “Swing Low, Sweet Chariot” que, curiosamente, é uma música de origem norte-americana. A primeira vez que foi entoada num jogo de râguebi em Inglaterra foi em 1988, numa partida do Torneio das Seis Nações contra a Irlanda. Depois de estarem a perder ao intervalo, os ingleses deram a volta ao resultado na segunda parte com três ensaios de Chris Oti que, nessa partida, fazia a estreia. Um grupo de estudantes, para homenagear Oti, começou a cantar o “Swing Low, Sweet Chariot”, tendo sido posteriormente acompanhado por todos os espectadores presentes em Twickenham.

 

Jogos na fase de grupos

18/09: Inglaterra-Fiji, 20h00

26/09: Inglaterra-País de Gales, 20h00

03/10: Inglaterra-Austrália, 20h00

10/10: Inglaterra-Uruguai, 20h00

 

Convocados

Avançados: Joe Marler, Mako Vunipola, Kieran Brookes, Dan Cole, David Wilson, Tom Youngs, Rob Webber, Jamie George, Joe Launchbury, Courtney Lawes, George Kruis, Geoff Parling, Chris Robshaw, Tom Wood, James Haskell, Billy Vunipola, Ben Morgan.

Três-quartos: Ben Youngs, Richard Wigglesworth, Danny Care, George Ford, Owen Farrell, Brad Barritt, Sam Burgess, Jonathan Joseph, Henry Slade, Jack Nowell, Anthony Watson, Jonny May, Mike Brown, Alex Goode.