Passos e Portas apostam em entrevistas no fim da pré-campanha

Estação pública recebe os líderes dos dois partidos da coligação PSD/CDS na segunda e na quinta-feira, agendados depois do duelo Passos/Costa.

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Miguel Manso

Não estava prevista, mas já está marcada: Passos Coelho vai mesmo dar uma entrevista à RTP na quinta-feira à noite, no mesmo dia em que, de manhã, se confronta com António Costa em directo para as rádios e em diferido para as televisões.

O anúncio foi feito este sábado pela própria estação pública, depois de, na sexta-feira à noite, o ainda primeiro-ministro ter deixado em aberto a possibilidade de vir a agendar a entrevista, com o argumento de que a RTP tinha sido a única estação que não tinha entrevistado Passos Coelho nesta ronda aos líderes partidários na pré-campanha. Já prevista estava a entrevista da RTP ao líder do CDS, Paulo Portas, que agora está marcada para segunda-feira à noite.

Depois do único frente-a-frente organizado pelas televisões entre os dois candidatos a primeiro-ministro, na passada quarta-feira - a que a maioria dos comentadores deu a "vitória" a António Costa -, a direcção de campanha da coligação Portugal à Frente deixou em aberto a possibilidade de Pedro Passos Coelho vir ainda a aceitar mais algum convite para entrevista televisiva.

Na sexta-feira, no final do frente-a-frente entre o líder do PSD e a porta-voz do Bloco de Esquerda na RTP, o jornalista Vítor Gonçalves questionou Passos sobre a hipótese de conceder uma entrevista à estação pública, ao que este disse que a resposta seria dada brevemente, sinalizando que seria positiva uma vez que tinha sido a única estação em falta nesse calendário.

A RTP anunciou este sábado que a entrevista será na quinta-feira, horas depois do último duelo com António Costa, o que dará ao actual primeiro-ministro a hipótese de ter ele a última palavra. O líder socialista, no entanto, volta à televisão na sexta-feira à noite, dia 18, mas desta vez no programa de humor Isto é tudo muito bonito, mas..., na TVI, ao qual Passos Coelho foi o único líder partidário a recusar participar.