Estado Islâmico destrói torres funerárias em Palmira

Entre os monumentos atingidos contam-se a Torre de Elahbel, construída em 103 d.C., a mais bem preservada de todo o conjunto.

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O Estado Islâmico terá destruído "as mais preservadas e belas" torres funerárias de Palmira, segundo o director de antiguidades da Síria CHRISTOPHE CHARON/AFP
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A Torre de Elahbel tinha capacidade para 300 sarcófagos Paulo Mendes Pinto
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A Torre de Elahbel Paulo Mendes Pinto

Menos de uma semana depois de ter detonado o principal tempo de Palmira, o Estado Islâmico destruiu três torres funerárias no complexo arqueológico da cidade antiga, segundo o director-geral de Antiguidades e Museus da Síria.

As torres de arenito, erigidas entre 44 e 103 d.C., situam-se fora das muralhas da cidade, numa área conhecida como Vale dos Túmulos. Segundo disse Maamoun Abdulkarim à Reuters, entre os monumentos atingidos contam-se a Torre de Elahbel, construída em 103 d.C., e a mais bem preservada de todo o conjunto. Com os seus quatro pisos, a Torre de Elahbel tinha capacidade para 300 sarcófagos.

Só nas últimas duas semanas, os militantes do Estado Islâmico apagaram do mapa os dois templos mais importantes de Palmira, os templos de Baal-Shamin e de Bel. O grupo jihadista capturou Palmira, no centro da Síria, em Maio. Classificada pela UNESCO como Património da Humanidade desde 1980, as ruínas monumentais de Palmira resultam do cruzamento entre a cultura greco-romana, influências persas e tradições locais, o que lhes confere um carácter rico e único. O Estado Islâmico começou a sua campanha de destruição em Palmira em Junho, anunciando que iria remover todas as “manifestações de politeísmo”.