Frente Nacional expulsa Jean-Marie Le Pen

Partido liderado por Marine Le Pen quer afastar-se da imagem de formação anti-semita.

Jean-Marie Le Pen e Marine em 2011, quando a filha recebeu a presidência do partido, cargo ocupado pelo pai
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Jean-Marie Le Pen e Marine em 2011, quando a filha recebeu a presidência do partido, cargo ocupado pelo pai Stephane Mahe/Reuters

O partido de extrema-direita de França Frente Nacional expulsou o seu fundador, Jean-Marie Le Pen. O partido, liderado pela sua filha, Marine, quer distanciar-se da imagem mais extremista do fundador.

A decisão foi tomada após uma reunião da comissão nacional do partido com a presença do próprio político de 87 anos, e Jean-Marie já anunciou que irá combater em tribunal a sua expulsão.

Le Pen já tinha sido suspenso do partido em Maio, mas um tribunal anulou a acção do partido.

Marine Le Pen, que herdou a presidência do partido do pai em 2011, tem tentando apresentar a Frente Nacional como um partido anti-europeu, defensor da independência da France face à UE, mas não como uma formação racista, anti-imigração, ou anti-semita.

Jean-Marie Le Pen, conhecido pelas suas tiradas neste sentido, declarou em Abril que as câmaras de gás tinham sido um mero “detalhe” na II Guerra Mundial. Temendo que isso prejudicasse as suas perspectivas presidenciais– as sondagens dão-lhe uma hipótese de chegar à segunda volta em 2017 – Marine decidiu agir contra o pai, que é o presidente honorário da Frente Nacional.

Não é uma acção isenta de riscos. O partido sofreu um declínio no final dos anos 1990 com a cisão entre o então líder Le Pen e o número dois do partido, Bruno Megret.

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