Benfica vai exigir em tribunal 7,5 milhões de euros a Jorge Jesus

Director de comunicação dos "encarnados" advoga que o treinador não cumpriu o último mês de contrato.

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Patrícia de Melo Moreira/AFP

Em causa está o facto de Jorge Jesus ter começado a trabalhar ao serviço do Sporting, nomeadamente em Alcochete, numa altura em que ainda estava contratualmente vinculado ao Benfica. Mas este, apurou o PÚBLICO, será apenas um dos pontos da argumentação jurídica dos bicampeões nacionais, que defendem que há outros factos que concorrem para a decisão de avançar para a justiça.

"A verdade é que, perante um contrato válido, houve uma das partes que o denunciou de forma unilateral e sem justa causa, portanto o Benfica vai agir na defesa dos seus interesses pela via que dispõe que é a via judicial”, explicou o responsável dos "encarnados", adiantando que o clube não vai abdicar da cláusula de 7,5 milhões de euros que estava definida.

“O Benfica quer que o seu ex-treinador, que denunciou de forma unilateral o contrato que o vinculava ao clube, pague a cláusula indemnizatória correspondente e que estava estipulada no contrato", acrescentou, citado pelo jornal Expresso, lembrando que "os contratos devem ser respeitados e cumpridos".

Independentemente de o caso vir agora a ser dirimido em tribunal, João Gabriel não poupa críticas ao ex-treinador do clube. “Um contrato não deve ser encarado de forma leviana e com o chico-espertismo de quem acha que tudo lhe é permitido", prosseguiu, garantindo que os "encarnados" dispõem de "prova abundante” para seguirem para a justiça.

"Quem está oito horas a trabalhar em Alcochete é porque executa um contrato de trabalho, ou acha que o presidente do Sporting, em declaração pública feita com pompa e circunstância, anuncia em 5 de Junho Jesus como treinador do Sporting sem haver um contrato? Há matéria factual, esta e muita outra, a justiça dirá quem tem razão", aduziu o director de comunicação.

Quanto ao timing para a divulgação do caso, João Gabriel explica: "É um processo que já tem muitas semanas, e só é conhecido agora porque na passada sexta-feira foi comunicado aos representantes legais de Jesus que não havia espaço para qualquer tipo de acordo, que iríamos para tribunal”.