Protecção Civil estranha “recorrência muito grande” de incêndios na Covilhã

Comandante destaca também fogos que deflagraram em Mangualde e Terras de Bouro.

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Fotos Paulo Pimenta
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O comandante operacional nacional da Protecção Civil reconheceu esta segunda-feira que alguns dos incêndios que deflagraram nos últimos dias têm contornos que precisam de ser explorados. José Manuel Moura referiu-se em concreto “a situações com recorrência muito grande, quer no concelho da Covilhã”, quer noutros concelhos como Mangualde ou Terras de Bouro. “Independentemente da causa, negligente, dolosa ou desconhecida, o dispositivo tem que estar preparado para responder”, observou este responsável.

José Manuel Moura falava aos jornalistas no final de uma reunião na Autoridade Nacional de Protecção Civil presidida pela ministra da Administração Interna, e que teve como objectivo fazer um balanço da evolução dos incêndios que têm estado a afectar o país. O comandante salientou o facto de alguns incêndios terem várias fontes de ignição, mas garantiu que os meios estão preparados para responder a todas as ocorrências.

A este propósito, a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, destacou que, em 2015, “a GNR já deteve 48 suspeitos de atearem incêndios até dia 6 de Agosto, mais nove do que em igual período do ano passado, e já identificou 659 pessoas, mais 133 do que no ano passado”.

“A fiscalização é evidentemente muito importante e estes números reflectem que há uma actividade que se desenvolve nesse sentido. Há incêndios que podem ser intencionais e outros por negligência e é uma fiscalização sobre este tipo de actuações que estes números reflectem”, frisou a governante.

Questionada sobre se a actual legislação dá resposta aos casos de fogo posto, Anabela Rodrigues reiterou que o actual dispositivo é suficiente para responder a todos os cenários. E contrapôs que, em vez de alterar os diplomas, “o que é importante é coordenar o empenhamento de todas as forças no terreno no patrulhamento”.

As declarações da ministra da Administração Interna e do comandante da Protecção Civil surgem depois de o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, ter afirmado no fim-de-semana que as chamas naquela zona têm mão criminosa. Citado pela Lusa, o autarca contou que dirigiu às autoridades um apelo no sentido de estas “actuarem em força”, já que não tem dúvidas de que nos vários incêndios que têm assolado este concelho há “mão criminosa”. “Isto não podem ser só coincidências. Até o comum dos mortais percebe que é mão criminosa e já está a passar a mais”, declarou Vítor Pereira.