Torre Ocidente do Colombo vendida a fundo de Singapura

Alienação do edifício de escritórios ficou acima dos 70 milhões de euros.

Sonae Sierra, que detém o Centro Comercial Colombo, vendeu participações no Brasil
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Dona do Colombo cresceu 2,8% em Portugal. Pedro Maia/Arquivo

O preço de venda do edifício de 14 pisos detido pelo consórcio formado pela CGD, Iberdrola Imobiliária, CBRE e Sonae Sierra foi superior a 70 milhões de euros, segundo informações recolhidas pelo PÚBLICO.

O negócio, que segundo a agência EFE rondou os 80 milhões de euros, foi anunciado esta segunda-feira. Segundo o comunicado dos vendedores, todos os escritórios da Torre Ocidente se encontram neste momento ocupados.

Os espaços ficaram totalmente preenchidos com a entrada do grupo BNP Paribas em Janeiro, que veio ocupar um total de 11.100 m2, distribuídos por cinco pisos e meio e uma loja.

Além do grupo francês, também estão instalados na Torre Ocidente a Sonae Sierra, a Lilly Portugal, a ManpowerGroup Solutions, a Viacom e a Arvato. Este representa o primeiro investimento do fundo singapurense no mercado imobiliário português, destacou a nota de imprensa do consórcio vendedor, sem contudo identificar da entidade.

O complexo Torres Colombo é composto por duas torres de escritórios com 14 pisos e uma área bruta de 29.000 m2 cada. Ficou concluído em 2011, precisamente com a construção da Torre Ocidente.

A Cushman & Wakefield foi a consultora imobiliária internacional que actuou em exclusivo em nome do consórcio vendedor, que contou ainda com a assessoria jurídica da Uría Menéndez-Proença de Carvalho. Do lado do comprador, a assessoria foi assegurada pela Garrigues.

Estrangeiros dinamizam mercado
De acordo com um balanço divulgado no final de Julho pela consultora imobiliária Worx, o investimento no sector imobiliário em Portugal superou mil milhões de euros no primeiro semestre, aproximando-se do valor recorde de 1,2 mil milhões de euros, registado em 2006.

Uma evolução que, segundo a consultora, indica que o investimento no sector em Portugal poderá estar próximo dos dois mil milhões no final do ano, e que se deve essencialmente ao investimento estrangeiro, que representa 95% do total.

Entre os investidores estrangeiros, são os norte-americanos quem lidera o ranking, com 64% do total investido. E, entre eles, destaca-se a Blackstone. Segundo a Worx, o fundo que comprou recentemente o Almada Forum e o Forum Montijo “adquiriu mais de 400 milhões de euros em activos imobiliários” na primeira metade do ano.

Além dos centros comerciais de Almada e Montijo, a Blackstone comprou também plataformas logísticas na Azambuja, Palmela e Alverca.

É o retalho o sector mais procurado pelos investidores (71% dos investimentos), seguindo-se os escritórios (21%).

Na lista das dez maiores transacções de investimento realizadas no primeiro semestre, só duas têm origem em investidores nacionais: a compra do Edifício Fronteira, em Lisboa, pelo BIC (é nele que funciona a sede social do banco) e a compra do Edifício Liberdade 225, também em Lisboa, pelo Fundo de Pensões do Banco de Portugal.

Para o aumento da procura de investimentos em Lisboa contribuíram não só a diminuição do risco país, a evolução da economia e a elevada liquidez disponível no mercado, mas também o dinamismo do sector imobiliário espanhol, que beneficiou Portugal, refere a nota da Worx.