Opinião

Viva The New Criterion

Um cêntimo faz a diferença. É uma prova de dignidade.

A revista americana The New Criterion só tem seis ou sete mil assinantes. Só publica dez edições por ano. Julho e Agosto são os meses em que não é publicada.

Atingiu o seu limite de artigos

A liberdade precisa do jornalismo. Precisa da sua escolha.

Não deixe que as grandes questões da sociedade portuguesa lhe passem ao lado. Registe-se e aceda a mais artigos ou assine e tenha o PÚBLICO todo, com um pagamento mensal. Pense bem, pense Público.

É uma revista descaradamente modernista, elitista e politicamente conservadora, no sentido de preservar as liberdades dos EUA, entre as quais a de expressão é, de longe, a mais importante. No século XXI ser conservador é, acima de tudo, conservar a liberdade de expressão, a começar pelas expressões dos maiores e mais monstruosos inimigos da liberdade.

A capa é sempre igual. Só mudam as cores e as palavras que cabem na capa. A New Criterion contém sempre críticas de todas as artes - incluindo, lealmente, as plásticas - e, no entanto, não tem fotografias nem ilustrações.

Cada número da New Criterion só tem texto. Não há publicidade. Não há convites para assinaturas. Não há bonecos nem distracções de qualquer espécie. Está certo porque os ensaios são quase sempre muito bons e contrários aos inflacionados consensos dos nossos tempos.

Para quem queira assinar esta revolucionariamente inteligente e erudita revista há duas escolhas. É aqui que se sente a sinceridade moral e a irreverência comercial da New Criterion.

Uma assinatura para iPad custa 37,99 dólares. Por um único cêntimo mais (38 dólares) fica-se com o direito de descarregar e ler dez anos inteiros (cem edições) da revista.

Um cêntimo faz a diferença. É uma prova de dignidade. É uma garantia de desprendimento. E de tudo.