Lisboa cresceu desenfreadamente, sabias?

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"Mostrar às pessoas o que elas não estão a ver". A premissa de Stephen Shore serviu para João Pedro Machado mostrar “Lisboa, do rio aos seus limites”, trabalho que começou como projecto final aquando da sua frequência no Ar.Co. "Convido o espectador para também ele caminhar neste percurso, para que ele próprio se interrogue sobre o território, como o vê e como interpreta algo que lhe é familiar, questionando a sua própria memória e o modo de ver o que está constantemente em mutação desafiando deste modo a relação entre o homem e a natureza na cidade contemporânea", explica ao P3 o fotógrafo que cresceu e sempre viveu em Lisboa. O projecto pretende mostrar "o resultado do crescimento desenfreado que Lisboa sofreu nas últimas décadas, como se construiu ao longo de vias de comunicação como estradas, viadutos, linhas de comboio, casas e prédios, como todas estas infra-estruturas se adaptaram à própria cidade em termos físicos e qual a sua envolvência e relacionamento num meio onde o insólito da simbiose entre a natureza topográfica e a intervenção do homem está sempre presente. Tomando como conceito o ir de dentro para fora, ou seja, assumindo uma postura virada para o exterior que acompanha o crescimento urbanístico do território, esta série de imagens vai-nos apresentando fragmentos de paisagem constituídos por vários elementos em conflito e que se podem caracterizar por uma certa desumanização mas onde o homem ficará sempre presente através da sua acção inconsequente.“

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