Lucros da NOS sobem 30,7% para 24,1 milhões

Acções disparam para máximos de 2008 com resultados acima das estimativas.

Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, a antiga Zon Optimus
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A Nos é controlada pela ZOPT, sociedade partilhada pela Sonae e pela empresária angolana José Maria Ferreira/Arquivo

O resultado líquido da NOS subiu 30,7% no segundo trimestre, atingindo 24,1 milhões de euros. De acordo com o comunicado enviado na terça-feira à noite à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), este foi “o melhor trimestre de sempre da empresa, com um crescimento em todas as suas linhas de negócio”.

As receitas aumentaram 3,2%, para 356 milhões de euros, com o total de serviços vendidos a clientes a subir para oito milhões, adianta a empresa liderada por Miguel Almeida. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) manteve a tendência de melhoria dos trimestres anteriores, subindo 3,6% para 138,5 milhões de euros e a margem EBITDA consolidada aumentou 0,2 pontos percentuais para 38,9%.

A NOS destaca a evolução dos resultados no negócio de telecomunicações, que neste período viu o EBITDA crescer 3,3%, para 129 milhões de euros.

Durante o trimestre, a NOS “ultrapassou a barreira dos oito milhões de serviços prestados, com um forte desempenho da área móvel e dos serviços fixos de televisão, internet e telefone”, refere o comunicado. No final do segundo trimestre, a empresa que nasceu da fusão entre a Optimus e a Zon tinha 509,8 mil clientes de serviços convergentes (pacotes de serviços), representando cerca de 34% da base total de subscritores de televisão.

O total de serviços convergentes aumentou perto de 143% face ao segundo trimestre de 2014 para 2,44 milhões. A receita média mensal por cliente subiu 12%, para 42,3 euros.

“Pela primeira vez desde o último trimestre de 2012”, a base de clientes de televisão da NOS cresceu, atingindo 1,5 milhões de clientes (mais 1,9% face ao homólogo). No móvel, os meses de Março a Junho registaram mais 130 mil clientes (para um total de 3,86 milhões). No segmento empresarial, aposta estratégica da operadora, o número de serviços vendidos aumentou 13,7%, para 1,17 milhões.

Os resultados da operadora cujo controlo é partilhado pela Sonae e pela empresária angolana Isabel dos Santos vieram acima do esperado pelo mercado. A média das estimativas dos analistas consultados pela Reuters apontava para lucros de 22,1 milhões de euros, receitas de 351 milhões e um EBITDA de 133 milhões.

Os números fizeram disparar as acções da NOS, que ao final da manhã seguiam a valorizar mais de 3%, para 7,76 euros, regressando para níveis que não registavam desde Maio de 2008.