Foram poucos os alunos que conseguiram passar depois de repetir os exames

Médias a Matemática não foram além dos 33,5%. Resultados da 2.ª fase das provas do 4.º e 6.º ano foram conhecidos nesta segunda-feira.

Mais de 100 mil alunos fizeram este ano ano lectivo exames de Português e Matemática do 4.º ano
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Apenas houve positivas em cerca de 31% dos exames do 4.º e 6.º ano da 2.ª fase. A informação foi avançada nesta segunda-feira pelo Instituto de Avaliação Educativa (Iave), responsável pela elaboração dos exames, num comunicado onde destaca que aquela percentagem consegue, mesmo assim, ser superior à registada em 2014.

<_o3a_p>A 2.ª fase dos exames do ensino básico destina-se aos estudantes que não tenham sido aprovados no final do ano lectivo ou que, apesar de aprovados, tenham obtido uma classificação inferior a 3 a Português ou a Matemática. Esta possibilidade, estreada em 2013 no 4.º ano, foi alargada a partir de 2014 aos alunos do 6.º ano e em 2015 aos do 9.º ano.

No básico só existem exames a Português e Matemática. Na 2.ª fase realizaram-se cerca de 15 mil provas do 4.º e 6.º ano ( muitos alunos repetiram as duas disciplinas).  Em 2014 tinham sido 26.405, das quais 4935 (18,7%) registaram nota positiva.

No 4.º ano, o exame da 2.ª fase de Português foi realizado por 1130 alunos e o de Matemática por 1546.  No 6.º ano 5504 repetiram Português e 6944 fizeram de novo a prova de Matemática.

Na prova de Português do 4.º ano conseguiram ter aproveitamento 56% dos alunos, uma percentagem que desce para 19% a Matemática. No 6.º ano passaram a Português 60%, mas a Matemática só 5% o conseguiram depois de repetirem o exame.

Em comunicado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) frisa que estes resultados traduzem uma subida por comparação a 2014. A percentagem de positivas manteve-se igual no caso da prova de Matemática do 6.º ano (5%), mas aumentou no 4.º ano de 13% para 19%. A Português passou de 38% para 56% neste ano de escolaridade e de 35% para 60% no 6.º ano.<_o3a_p>

Segundo o MEC, “estes dados mostram que um número muito significativo de alunos que não obtiveram aprovação na 1.ª fase [realizada por mais de 200 mil] beneficiaram da existência de uma 2.ª fase de provas, e naturalmente, da preparação adicional entretanto recebida”.<_o3a_p>

Mas no 4.º ano, a média nacional a Matemática ficou-se nesta 2.ª fase nos 33,5% numa escala de 0 a 100. Na 1.ª tinha sido de 59,6%. No 6.º ano o resultado ainda foi mais baixo, situando-se  nos 22,4% contra 51% na 1.ª fase.

Segundo o Iave, na prova do 4.º ano “a classificação média é inferior a 40% em todos os domínios” avaliados, sendo o mais fraco, com 24%, o registado nos conteúdos que envolvem gráficos e a sua interpretação (Organização e Tratamento e Dados). No 6.º ano, a classificação média do exame de Matemática situou-se entre 15% e 31%, com o pior resultado a ser obtido no domínio Números e Operações.

No exame de Português a média foi de 48,7% no 4.º ano (na 1.ª fase tinha sido 65,5%) e de 41,4% no 6.º ano (59,5% na 1.ª fase). Os alunos mais novos revelaram mais dificuldades na Leitura e Gramática, com médias de classificação nestes itens de 44% e 46% respectivamente. E no 6.º ano ficaram-se pelos 41% nos conteúdos que exigem conhecimento de obras e autores (Educação Literária).<_o3a_p>

Na 2.ª fase só contam, para efeitos de aprovação, as notas obtidas nos exames, enquanto na 1.ª estas apenas contribuem com 30% para a classificação final do aluno. Os exames foram realizados a 13 e 15 de Julho, antes os alunos, cujos pais assim o desejaram, tiveram “um período de acompanhamento extraordinário” nas escolas de 15 dias. <_o3a_p>

O Ministério da Educação e Ciência (MEC)  tem defendido que para esta segunda oportunidade existir, os exames da 1.ª fase têm de se realizar em Maio, como sucede desde 2013, de modo a que seja possível apurar a tempo quais os alunos que ficaram retidos. Tanto professores, como pais têm contestado este calendário, argumentando que introduz perturbação nas escolas e nas aprendizagens, já que são realizados antes do final do ano lectivo.<_o3a_p>

Os efeitos reais da realização desta 2.ª fase continuam ainda por apurar, pois o MEC, apesar de destacar a importância desta novidade na recuperação dos alunos, não divulgou quantos conseguiram de facto passar de ano devido a estas provas em 2014 e 2015. Em 2013, quando só foi realizada no 4.º ano de escolaridade, foram cerca de 600. Nos outros anos sabe-se quantos o conseguiram a Português ou Matemática, mas como vários realizam ambos os exames não podem por isso ser somados para se obter um número total.

Notícia corrigida às 19h54. Altera número de alunos que realizaram as provas.

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