Tsanko Arnaudov impõe-se no lançamento do peso

Nos Campeonatos de Portugal, que decorreram em Leiria, Marco Fortes não conseguiu revalidar o título.

Tsanko Anaudov lançou a 19,79m
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Tsanko Anaudov lançou a 19,79m DR

Terminaram neste domingo os Campeonatos de Portugal de atletismo, disputados em Leiria, sem grandes novidades no que respeita à perspectiva de se engrossar a comitiva nacional para os Mundiais de Pequim com a obtenção de novos mínimos. O facto mais relevante da competição terá sido o triunfo de Tsanko Arnaudov sobre Marco Fortes no lançamento do peso, na primeira jornada.

Fortes foi operado no final da época passada, tem tido um processo de recuperação lento e, de forma totalmente inesperada, viu Tsanko Arnaudov passar a ser o novo recordista nacional, com 21,06m num pequeno meeting em Lisboa, a 17 de Maio. Com 13 títulos nacionais seguidos até esta edição, Marco Fortes procurava engordar o palmarés, mas, ainda que tenha feito o melhor registo da temporada, não evitou o triunfo do seu colega no Benfica, que assim atingiu o primeiro ceptro nacional. Lançou 19,74m no segundo ensaio, mas Arnaudov respondeu com 19,79m no terceiro, colocando-se na frente de forma definitiva. Para o ano, haverá mais duelos entre ambos.

Nelson Évora, também na primeira jornada, chegou ao seu 10.º título no triplo salto, não necessitando de mais do que 16,39m para o alcançar, quase um metro adiante de João Alexandre (15,43m). Com esta vitória, desempatou as contas com o antigo recordista nacional Luís Azevedo como o mais titulado na disciplina.

Neste domingo, o salto em altura masculino proporcionou o melhor resultado dos dois dias de provas, com o israelita Dmitriy Kroytor, extra competição, a passar 2,28m, igualando o seu próprio recorde nacional. No segundo lugar, Paulo Conceição (2,16m) sagrou-se campeão português, adiante de Tiago Pereira (2,14m).

Yazaldes Nascimento ganhou no sábado os 100m, como se esperava, com 10,32s, mas nos 200m foi Ricardo Santos quem superou o favorito David Lima, com 21,04s para 21,10s.

Nas provas da vara podiam equacionar-se mínimos mundiais, mas estes ficaram longe. Edi Maia, bastante irregular, perdeu mesmo a prova masculina (5,25m) para Rúben Miranda (5,35m), enquanto no lado feminino Marta Onofre passou 4,25m mas já não teve sucesso a 4,36m.

Num emblemático duelo final, com tempos lentos, Sara Moreira (Sporting) venceu Ana Dulce Félix (Benfica) nos 5000m, com 16m01,07s e quatro segundo exactos de avanço.