Jardim Presidente fará referendo à revisão constitucional

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Alberto João Jardim Daniel Rocha

O ex-presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou esta sexta-feira à noite que se chegar a Belém vai propor um referendo à Constituição.

Jardim, sem nunca assumir uma candidatura à Presidência da República, defendeu que se os portugueses votarem num candidato que apresente um programa que defenda um referendo à Constituição, como ele próprio apresentou esta semana, está a legitimar esse candidato para avançar com um referendo.

“O Presidente tem legitimidade para fazer um referendo”, vincou, durante o programa Política Mesmo, da TVI24, mostrando-se convencido de que tanto as forças de segurança, como as forças armadas, vão estar do lado do povo.

“Sempre estiverem ao lado do povo e na defesa do povo”, afirmou o ex-governante madeirense, referindo-se à possibilidade da Assembleia da República não concordar com esse referendo.

O ex-chefe do governo madeirense, que colocou on-line o site oficial da candidatura da Belém, recusou confirmar se é ou não candidato, insistindo em falar da proposta de revisão constitucional que apresentou esta terça-feira, com o título “Tomada da Bastilha”.

“Sei que é uma proposta polémica, mas já chega de discutir lugares comuns”, afirmou, falando depois para Sampaio da Nóvoa: “Não disse que devíamos discutir temas de fundo?”.

Ainda sobre Sampaio da Nóvoa, que diz nunca ter ouvido falar antes, Jardim criticou o apoio que este tem recebido de ex-Presidentes da República e de outros políticos – “todos os ícones do regime estão lá, por isso votar nessa candidatura é ficar tudo na mesma” – e atacou Passos Coelho.

“Eu em 40 anos ajudei a fundar o PSD, peguei na região mais atrasada do país e transformei-a numa das mais desenvolvidas, e vem agora um rapazito que chega a Primeiro-ministro e atira-me para o caixote do lixo? Desconsidera-me?”, acusou, dizendo que Passos Coelho pessoalizou um relacionamento que deveria ser institucional.