As bandeiras da Grécia e de Portugal esvoaçaram juntas no Castelo de S. Jorge

Acção de solidariedade em dia de referendo na Grécia do movimento “Eu não me vendo.pt”.

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O movimento "Eu não me vendo.pt" é um grupo de activistas que no final de Junho espalhou cartazes a dizer "vendido" em vários locais de Lisboa Enric Vives-Rubio

O movimento de activistas “Eu não me vendo.pt” colocou neste domingo uma bandeira da Grécia no Castelo de São Jorge, em Lisboa, defendendo que os povos das nações da Europa têm o direito a decidir o seu futuro.

Esta é mais uma das acções de solidariedade em dia de referendo na Grécia, tendo o movimento Eu não me vendo.pt anunciado na sua página da rede social Facebook a colocação de uma bandeira grega no Castelo de São Jorge, no coração da capital portuguesa.

“A acção sublinha o direito dos povos das nações da Europa a decidirem o seu futuro. Todos temos direito a decidir sobre as políticas que condicionam gerações de pessoas”, referem num pequeno texto.

Os activistas consideram ainda que “a soberania é do povo e não é da casta, do governo de Berlim, dos eurocratas de Bruxelas e do capital financeiro especulador”.

O movimento “Eu não me vendo.pt” é um grupo de activistas que no final do mês de Junho espalhou cartazes a dizer “vendido” em vários locais de Lisboa, um deles o Parlamento, acção que inclusivamente resultou na abertura de um inquérito interno na Assembleia da República.

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, convocou na noite de 26 para 27 de Junho um referendo para que os gregos se pronunciassem sobre a última proposta de ajuda financeira apresentada pelos credores (Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu) com vista ao prolongamento do programa de ajuda financeira.

As mais de 19 mil assembleias de voto, onde podem votar cerca de dez milhões de pessoas, abriram às 7h (5h em Lisboa) e fecharam às 19h (17h em Lisboa) e os primeiros resultados devem ser conhecidos a partir das 19h (hora em Lisboa).

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