Movimento Agir está a ultimar alianças com mais partidos

Depois do PTP e do PDA, o movimento liderado por Joana Amaral Dias, diz que até Agosto vai fazer alianças com outros partidos.

Foto

O movimento político Agir está a negociar alianças com outros partidos para alargar a base de apoio para as legislativas de Outubro.

Joana Amaral Dias, cabeça-de-lista por Lisboa da coligação PTP/Ag!r, confirmou ontem no Funchal que mais partidos se juntarão ao movimento, prevendo que os compromissos estejam fechados até Agosto.

“Somos uma plataforma política alargada, que pretende sobretudo unir todas as pessoas que são vítimas da austeridade, e que têm sido duramente castigadas por ela”, explicou Joana Amaral Dias, um dos rostos do movimento Agir, que está este fim-de-semana na Madeira a “fortalecer os laços” com o PTP.

O PTP – continuou –, e por conseguinte a coligação PTP/Ag!r, tem uma forte implementação na Madeira, e eu vim aqui fortalecer os laços que nos unem. “Eleger um deputado pela Madeira, era o reconhecimento e a validação do trajecto do PTP”, disse, elogiando o trabalho de José Manuel Coelho e Raquel Coelho, que são as faces mais visíveis do partido na região, onde tem conseguido eleger deputados para a Assembleia regional.

Mas o Agir, que encontrou no PTP a barriga de aluguer que precisava para concorrer às legislativas, não vai ficar por aqui. “Temos vindo a estabelecer acordos com partidos [para além do PTP, o Agir é coligado com o PDA nos Açores] e com movimentos como a Associação de Cidadãos Brasileiros em Portugal e o Movimento de Cidadãos da Feira”, lembrou a ex-dirigente do Bloco de Esquerda, sublinhando que o Agir quer juntar todas as pessoas que se opõem à austeridade.

“Esse é o nosso código genético. Não queremos ser um partido de protesto nem de indignados, e não distinguimos direita ou esquerda, queremos sim unir todas as pessoas que foram vítimas, que foram abusadas por estas políticas sangrentas”, disse, apontando esta postura como a grande diferença entre o Agir e o movimento Livre/Tempo de Avançar.

“Tal como o Syriza ou o Podemos, nós queremos ser um partido de poder, estamos aqui para disputar a democracia”, garantiu.

Na Madeira, Joana Amaral Dias percorreu vários bairros sociais onde encontrou situações que não podem acontecer num país da União Europeia. “A verdadeira consequência da austeridade é tirar salários e roubar a dignidade das pessoas, não é equilibrar as contas públicas como temos visto”, acusou, dizendo que insistir nestas políticas é “aprofundar” as desigualdades.