Fernando Seara proposto para deputado do PSD

Sociais-democratas deverão definir perfil dos candidatos a deputado.

Fernando Seara é presidente da Câmara Municipal de Sintra até 2013
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Fernando Seara é presidente da Câmara Municipal de Sintra até 2013 Enric Vives-Rubio (arquivo)

O antigo presidente da Câmara de Sintra Fernando Seara pode regressar ao Parlamento, caso seja aceite a proposta interna para integrar as listas de deputados do PSD. Algumas distritais sociais-democratas já se estão a movimentar para a elaboração das listas, mas a direcção nacional quer impor algumas orientações. Os presidentes de câmara devem ficar excluídos das listas.

O nome de Fernando Seara é dado quase como certo na concelhia de Lisboa do PSD como proposta para a distrital de Lisboa integrar as listas de deputados por este círculo. O actual vereador da Câmara de Lisboa poderá assim regressar ao Parlamento onde foi eleito deputado em 2005, tendo abandonado as funções para se candidatar a Sintra, câmara que conquistou em 2002. Depois de esgotar os mandatos à frente da autarquia, Seara foi o cabeça de lista por Lisboa à câmara nas últimas eleições autárquicas, mas perdeu para o PS e António Costa. <_u13a_p><_o3a_p>

A proposta de Fernando Seara, entre outros candidatos, ainda tem de ser analisada pela distrital para depois poder integrar a lista que é validada pela direcção nacional do partido. Mas é já um exemplo de como as estruturas locais do PSD já se estão a mexer sem que ainda sejam conhecidas as incompatibilidades que venham a ser impostas pela direcção do partido. Uma delas – e que não afecta Fernando Seara – é a impossibilidade de os actuais presidentes de câmara se poderem candidatar a deputados. Até porque a lei impede o exercício dos dois cargos em simultâneo. Ainda não está fechado como é que se fará relativamente aos vereadores com pelouro e sem pelouro. Essas orientações já devem ficar definidas no próximo Conselho Nacional do PSD marcado para sexta-feira, dia 10 de Julho. <_u13a_p><_o3a_p>

Para já, a regra será apenas aplicada ao PSD, já que o CDS só fará um Conselho Nacional sobre listas no final do mês. A reunião da próxima semana, marcada para o mesmo dia, serve para apresentar as linhas programáticas e dar mandato à direcção de Paulo Portas para concluir as negociações em torno do programa eleitoral. A coligação do CDS-Açores com o PPM para as legislativas (CDS e PSD vão em separado neste arquipélago) é outro dos pontos da ordem de trabalhos. <_u13a_p><_o3a_p>

Apesar de a convocatória do PSD do Conselho Nacional nada dizer sobre a definição do perfil dos candidatos a deputados, o PÚBLICO sabe que a direcção nacional quer acertar linhas orientadoras e impor timings para as propostas nas estruturas. Até porque há distritais – como foi o caso de Santarém –  que já se anteciparam e aprovaram um regulamento interno com as regras de selecção dos candidatos. O regulamento foi aprovado numa reunião da passada semana e estabelece que as concelhias podem indicar nomes – assim como a JSD e os TSD (Trabalhadores Sociais-Democratas) – que serão depois votados na distrital. Em causa está também o próprio cabeça de lista no distrito, uma escolha que habitualmente cabe à direcção nacional do partido. <_u13a_p><_o3a_p>