Sá Fernandes lidera a lista do Porto pelo Livre/Tempo de Avançar

Irregularidades nas primárias obrigaram a uma recontagem dos votos. MIC rompe com candidatura cidadã.

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Polémica com votação de Ricardo Sá Fernandes no Porto. Fernando Veludo/NFactos

Uma fonte ligada ao processo garantiu ao PÚBLICO que as irregularidades estão relacionadas com a inscrição de vários eleitores que votaram por correspondência. Ao todo são 46 votos que foram enviados através do círculo do Porto e que inicialmente deram a vitória a Daniel Mota. Sucede que todos os votos tinham “a mesma hora de registo no posto de correios”, refere um comunicado do Livre/Tempo de Avançar. O caso suscitou dúvidas sobre a individualidade do voto e sobre o circuito que o boletim terá feito até chegar à urna, que, refira-se, neste caso, é a caixa postal.

As suspeitas de irregularidades deram origem a várias queixas à comissão eleitoral do Livre/Tempo de Avançar, que considerou os 46 votos inválidos e a lista de candidatos a deputados foi reorganizada. Daniel Mota ocupa agora a décima primeira posição.

A decisão ocorre depois de a Comissão de Ética e Arbitragem (CEA) ter recebido várias queixas sobre o processo eleitoral realizado no Porto e todas elas estão relacionadas com os votos que deram a vitória ao candidato Daniel Mota. Perante as suspeitas, a CEA procedeu à recontagem dos votos.

De acordo com a nova lista, ordenada segundo o critério da paridade, Ricardo Sá Fernandes é o número um. Os restantes elementos são: Diana Barbosa, Jorge Morais, Mariana Topa, Rui Feijó e Manuela Juncal.

Perante as irregularidades que mancharam o processo eleitoral das primárias, o Movimento Intervenção e Cidadania (MIC) do Porto, uma das entidades fundadoras da candidatura Tempo de Avançar, entende “não estarem reunidas as condições para continuar a participar nos trabalhos da candidatura, decidindo abandonar essa estrutura política”.