União Europeia vai iniciar a operação naval contra o tráfico no Mediterrâneo

Primeira fase da missão será oficializada na segunda-feira. Fases seguintes estão dependentes do consentimento das Nações Unidas e da Líbia.

Foto
A primeira fase do plano pretende apenas reforçar a partilha de informação GIUSI COSENTINO/AFP

Os 28 Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da União Europeia (UE) irão lançar, a partir da próxima segunda-feira, a operação naval destinada a combater os traficantes de migrantes que operam no Mar Mediterrâneo, principalmente na Líbia. A missão chamar-se-á “EU Navfor Med” e porá em prática a primeira de três fases previstas no plano de acção negociado pelos Estados-membros. Os passos subsequentes terão de ser ainda “aprovados”, através de um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do consentimento das autoridades líbias.

Tal como prometido há cerca de um mês, por Federica Mogherini, a Alta Representante para os Assuntos Externos, a operação naval será lançada ainda este mês de Junho. O encontro dos Ministros dos Negócios Estrangeiros, marcado para a próxima segunda-feira, no Luxemburgo, servirá para lançar oficialmente a missão.

“Estão reunidas todas as condições para que ocorra o lançamento [da missão] a 22 de Junho, por parte dos ministros”, informou uma fonte diplomática à agência AFP, esta sexta-feira. Segundo um responsável europeu, que falou com a agência noticiosa francesa, as contribuições por parte dos Estados-membros tornam possível oficializar a missão “EU Navfor Med”.

A primeira fase do plano pretende apenas reforçar a partilha de informação, de forma a identificar as principais redes de tráfico do Mediterrâneo. “Os navios, os aviões e os drones serão enviados para o sul (…), para recolher informação e preparar as fases futuras”, referiu o responsável europeu.

A segunda e terceira fases da operação envolvem a captura e a destruição dos barcos utilizados pelos traficantes, em águas territoriais líbias. Para serem implementadas, é necessário um mandato do Conselho de Segurança da ONU e a autorização da Líbia.

O primeiro afigura-se difícil, uma vez que implicaria um voto positivo ou uma abstenção da Rússia, de costas voltadas com o Ocidente, desde a anexação da Crimeia, em Março de 2014.O segundo também não será fácil. A crise instalada no país coloca, neste momento, duas forças políticas rivais em disputa pelo poder.

Sugerir correcção