Projecto alemão acusado de copiar imagem do Porto

A polémica que envolve o suposto plágio iniciou-se nas redes sociais mas a câmara do Porto diz que não vai tomar medidas.

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A marca do Porto
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A marca alemã

Muitas foram as críticas que, nesta quinta-feira, foram feitas ao eventual plágio à marca Porto. por um projecto gráfico feito por um gabinete de design de Berlim. Ao projecto, designado Fair Kietz, que se destina à promoção do turismo e de negócios no bairro Friedrichshain-Kreuzberg da capital alemã, estão ligadas várias instituições públicas da cidade.

Desde a cor ao ponto final, são nítidas e incontornáveis as semelhanças que existem entre a imagem gráfica feita pelo 3BKE, gabinete alemão responsável pelo trabalho polémico, e a marca Porto., apresentada em Setembro de 2014, e que tem recebido vários prémios internacionais.  

A imagem do projecto de Berlim acusada de ser uma cópia da marca da Invicta foi apresentada em Março deste ano, começou a circular este mês e, após o início das críticas, nesta quinta-feira, as suas páginas da Internet e do Facebook foram encerradas.   

Algumas da primeiras críticas apontavam, até, para que tivesse sido o Porto a copiar Berlim, o que se revelou falso. Ao PÚBLICO Eduardo Aires, designer do White Studio, um dos principais responsáveis pelo projecto do Porto., lamenta “que se tenha instalado, inicialmente, uma mesquinhez até entre pares.”

“Antes de se averiguar os factos e de onde vinham as notícias, acusou-se o trabalho português”, refere. O responsável pela imagem gráfica da marca afirma que o trabalho alemão é, de facto, uma colagem, não havendo apenas uma apropriação gráfica mas, também, do conceito. “Sinto-me lisonjeado com a situação mas, acima de tudo, acredito na verdade e na honestidade intelectual do meu trabalho."

A Câmara do Porto teve conhecimento da polémica envolvendo o trabalho iconográfico alemão através das várias denúncias nas redes sociais. Ao PÚBLICO Nuno Santos, assessor de comunicação da CMP, referiu que não está a ser equacionada qualquer medida quanto a esta situação. “É necessário relativizar estas coisas. Se a CMP decidisse tomar alguma acção seria por via diplomática, directamente com o município de Berlim”, disse. Nuno Santos apontou que grandes similaridades no mundo do design acontecem algumas vezes, mas que neste caso “não havia apenas similitudes”. “Não é um conceito apenas similar é, obviamente, um plágio”, afirmou.

Texto editado por Ana Fernandes