Schechina, de Anselm Kiefer, vendida em Lisboa por 620 mil euros

Leiloeira Veritas diz ter batido o recorde de venda de arte moderna e contemporânea em Portugal.

<i>Schechina</i> foi arrematada por 620 mil euros
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Schechina foi arrematada por 620 mil euros DR

A obra Schechina, do artista alemão Anselm Kiefer, foi vendida quinta-feira num leilão em Lisboa por 620 mil euros, anunciou esta sexta-feira a Veritas Art Auctioneers, que afirma ter batido o recorde no país.

 Fonte da leiloeira disse à agência Lusa que o valor da obra de 1999 "bateu o recorde de vendas em leilão, em Portugal, para obras de arte moderna e contemporânea, tanto para autores portugueses como estrangeiros".

"É a obra de arte moderna e contemporânea mais valiosa de sempre vendida em Portugal", sustenta a Veritas, indicando que foi adquirida por um coleccionador português e era proveniente de uma colecção privada portuguesa.

Schechina, um óleo sobre tela com acrílico, chumbo e arame de alumínio, que partia com uma base de licitação de 600 mil euros e uma estimativa máxima de 900 mil euros, acabou por ser arrematada por 620 mil euros.

A obra é uma representação feminina do divino na cultura judaica, apresentada como uma noiva cuja cabeça é substituída por uma armadilha, de onde emanam as dez Sephiroth, que são a raiz da Cabala, um conhecimento antigo sobre o universo.

No leilão também foram vendidas obras de artistas portugueses: o óleo sobre tela De regresso a casa #430, de Julião Sarmento (nascido em 1948), foi arrematada por 45.000 euros; Ulisses e as sereias com guitarra portuguesa, um acrílico sobre papel colado em tela, de Júlio Pomar (1926), por 42.000 euros; Dentro de mim, uma fotografia a preto e branco, de Helena Almeida (1934), por 40.000 euros e La Ville Salzbourg, de Manuel Cargaleiro (1927), por 36.000 euros.