Vacina Prevenar dada nos centros de saúde só a partir de 1 de Julho

Pais com bebés com dois ou quatro meses ou adiam um mês a vacinação ou têm de comprar Prevenar com apenas 15% de comparticipação

Autoridades disponibilizaram vacinas gratuitas para maiores de 65
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Autoridades disponibilizaram vacinas gratuitas para maiores de 65 Adelaide Carneiro/ Público

A vacina Prevenar 13 apenas começa a ser dada nos centros de saúde às crianças nascidas desde o início deste ano a partir de 1 de Julho e não de 1 de Junho próximo, como tinha anunciado o ministro da Saúde. Mas a comparticipação estatal de 15% para quem a comprar nas farmácias entra em vigor já na próxima terça-feira, esclarece o director-geral da Saúde, Francisco George.

Esta vacina que previne doenças causadas por pneumococos (bactéria) como a meningite, a pneumonia, a septicémia e a otite, entre outras,  vai assim ser integrada no Programa Nacional de Vacinação (PNV) um mês mais tarde do que foi anunciado. As crianças são vacinadas de acordo com o esquema recomendado de três doses, sendo a primeira dada aos dois meses de idade, a segunda aos quatro meses e a última entre os 12 e 15 meses.

Os pais com bebés que completam agora dois ou quatro meses "têm duas opções: ou adiam a vacinação um mês, ou compram a vacina com a comparticipação nas farmácias", explicou ao PÚBLICO a subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas. Depois, "os esquemas vacinais serão acertados", explica. O risco do adiamento de um mês é muito pequeno. "É quase como o risco de que nos caia um vaso na cabeça", ilustra Graça Freitas.

Este atraso fica a dever-se a questões que se prendem com a criação de condições no terreno para a concretização da medida. O despacho que torna gratuita a vacinação só vai ser publicado a 1 de Junho e “dá um mês aos serviços para operacionalizarem a medida”, explica Francisco George.”É preciso formar enfermeiros, dotar os centros de saúde de vacinas, arranjar redes de frio”, justifica.

É necessário fazer um concurso público para comprar as vacinas e isso só pode arrancar depois de o despaho governamental ser publicado, corrobora Graça Freitas. "Temos um mês para operacionalizar tudo, o que é pouquíssimo", diz, notando que um processo deste tipo demora habitualmente "três ou quatro meses".

A Prevenar 13 passa a ser igualmente gratuita para alguns grupos de risco que serão imunizados mediante indicação médica. Trata-se de um grupo de pessoas com algumas doenças crónicas e patologias consideradas de alto risco, mas isso ainda terá de ser definido por portaria. Os exemplos dados pelo Ministério da Saúde quando a medida foi anunciada incluiam “os portadores do vírus VIH e de certas doenças pulmonares obstrutivas, além do cancro do pulmão”.

A vacina será também comparticipada ao abrigo do último escalão (15 %) para todas as pessoas que a comprem com receita médica nas farmácias não a partir de 1 de Julho, como referia um primeiro comunicado da Direcção-Geral da saúde, mas sim já a partir de 1 de Junho. Houve “um erro”, explica Francisco George.

A inclusão da Prevenar no PNV é aprovada mais de uma década depois de estar a ser integralmente suportada pelas famílias (a vacina começou a ser vendida em 2001 e as três doses custam actualmente cerca de 180 euros).