Olisipíadas juntaram mais de cinco mil crianças e prometem voltar em 2016

O vereador do Desporto de Lisboa faz um balanço positivo da edição de estreia, que termina com “um fim-de-semana de festa” no Estádio Universitário, e perspectiva para o próximo ano a introdução de modalidades náuticas e de desporto adaptado.

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Nesta edição de estreia, foram 12 as modalidades que as crianças entre os 6 e os 14 puderam praticar Manuel Levita

As Olisipíadas, que nesta primeira edição envolveram mais de cinco mil crianças na prática de 12 modalidades, vieram para ficar. A garantia é dada pelo vereador do Desporto da Câmara de Lisboa, que acredita que com esta iniciativa foi possível criar em muitos “o bichinho pela prática desportiva”.

“É um projecto que queremos manter e consolidar nos próximos anos”, afirma Jorge Máximo ao PÚBLICO, sublinhando que na edição de 2016 a “ambição” será “muito maior”. Entre as ideias que o autarca socialista gostaria de ver concretizadas estão a introdução de “pelo menos uma modalidade” na área da náutica, a desenvolver no rio Tejo, como o remo ou a vela.

Além disso, Jorge Máximo quer fazer das Olisipíadas uma iniciativa “inter-geracional”, pelo que gostaria que fossem incluídas “uma ou duas modalidades” em que além de crianças pudessem participar os seus avós. Finalmente, o autarca aponta como aposta para 2016 a oferta aos participantes da possibilidade de praticarem “modalidades que tipicamente são de desporto adaptado”, como boccia e goalball. A ideia, explica, é que elas possam ser experimentadas por qualquer criança, e não apenas por aquelas que têm alguma deficiência.

Neste ano de estreia, foram 12 as modalidades que as crianças com idades entre os seis e os 14 anos puderam praticar: basquetebol, ténis de mesa, futsal, ginástica, judo, atletismo, voleibol, natação, andebol, ciclismo, rugby e skate. Jorge Máximo diz que, como “era expectável”, o futsal foi o desporto que reuniu mais participantes, mas acrescenta que houve “muito boas surpresas” noutros desportos, por exemplo no judo, ginástica, basquetebol e andebol.

Quanto ao skate, o vereador explica que a ideia da câmara era incluir nas Olisipíadas “uma modalidade representativa dos novos estilos de prática urbana”, aproveitando a ocasião para “transmitir que ela pode ser praticada no espaço público em segurança”.

Jorge Máximo destaca que entre os “mais de cinco mil” participantes deste ano, “cerca de 70%” não eram federados. A esses, nota o autarca, foi dada a oportunidade de “experimentar” uma prática “salutar”, que se pretendeu que fosse também “factor de convívio” e de contacto com “os valores da ética desportiva”. Já os “valores da competição”, garante, ficaram sempre em segundo plano.

Para o vereador do Desporto, as Olisipíadas, que contaram com o apoio do Comité Olímpico e do Comité Paralímpico de Portugal, de várias federações desportivas e de um conjunto de patrocinadores, tiveram outro resultado: “criaram sentimentos de identificação das crianças com os seus bairros e freguesias”. Uma conquista que ganha relevância se se atender ao facto de que muitas das freguesias antes existentes sofreram transformações com a reforma administrativa concretizada em 2014.

Depois de nos últimos meses se terem realizado as chamadas fases locais de cada modalidade, nas quais foram apurados os representantes de cada uma das 24 freguesias (que foram parceiras da câmara nesta iniciativa), realiza-se nos dias 30 e 31 de Maio a fase final. O Estádio Universitário foi o palco escolhido para esse evento, que Jorge Máximo apresenta como “um fim-de-semana de festa”.

“O programa é muito ambicioso”, diz o autarca, sublinhando que além das competições finais haverá oportunidade para quem se deslocar ao Estádio Universitário “brincar ao desporto”, experimentando praticar escalada, slide, ténis, yoga, karaté, zumba, esgrima, hóquei em campo, entre outros. A pensar nas famílias, também haverá marionetas, pinturas faciais, insufláveis e jogos tradicionais, além de rastreios de saúde. Em ambos os dias, o programa termina com um concerto, às 19h30: no sábado dos Anjos e no domingo dos D.A.M.A.

Até Outubro, Lisboa vai ao Parque
Desenvolver hábitos de vida saudáveis ao ar livre em contexto urbano é o grande objectivo do Programa Lisboa vai ao Parque, desenvolvido pelo pelouro do Desporto da Câmara de Lisboa. Até Outubro, com interrupção durante o mês de Agosto, alguns dos jardins da cidade vão receber, sempre ao sábado, um conjunto de actividades.

A participação nesta iniciativa, que arrancou em Abril, é gratuita e o convite é dirigido a pessoas de todas as idades. Ginástica, judo, karaté, danças, yoga, jogos tradicionais, passeios com segways, modelagem de balões e pinturas faciais são algumas das ofertas disponíveis.

A 6 de Junho, o Lisboa vai ao Parque decorre no Parque Urbano do Tejo e Trancão (Parque das Nações) e na Quinta das Conchas (Lumiar). No dia 13, há actividades na Tapada das Necessidades (Estrela) e no Parque Recreativo do Calhau (São Domingos de Benfica). No sábado seguinte, a iniciativa realiza-se no Parque do Vale do Silêncio (Olivais) e no Parque Recreativo do Alvito (Alcântara), e a 27 de Junho regressa ao Parque Recreativo do Calhau e ao Parque Urbano do Tejo e Trancão.