Passos defende que se deixe “para trás das costas os fatalismos”

Primeiro-ministro visitou o Douro.

A via será "pelo lado da despesa", disse o primeiro-ministro
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Pedro Passos Coelho Daniel Rocha/Arquivo

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu este sábado, em Alijó, a necessidade de ter um país "cada vez mais aberto à Europa e ao mundo" e atrair dinamismo aos territórios.

"Se quisermos continuar a aperfeiçoar esta maneira de estar em Portugal, temos de deixar para trás das costas os fatalismos e alguma acomodação e de abrir sempre para futuro novos horizontes, acolhendo quem tenha novas ideias e mostre ter mérito para transformar aquilo que temos no que de melhor se pode fazer em todo o mundo", frisou.

Passos Coelho visitou o Douro, onde diz que se sente "um fervilhar" nestes últimos anos. Exemplo desse fervilhar é o investimento no território, como a nova adega e centro de visitas da Quinta do Bonfim, no Pinhão, onde a família Symington investiu 2,9 milhões de euros e que foram hoje inaugurados pelo primeiro-ministro.

"Precisamos muito de multiplicar esses exemplos em Portugal, porque temos menos capital financeiro que desejamos e precisamos, quer para absorver desemprego quer para criar riqueza no futuro e falta-nos ainda ter as qualificações necessárias ao nível da gestão para poder aproveitar esse capital e transformá-lo cada dia em novos objectivos que tragam bem-estar e prosperidade ao nosso país", salientou.

No seu discurso, Passos Coelho apontou três objectivos essenciais: a ser vencer a emergência nacional, dar sentido à normalidade e "captar aqueles que tem melhores condições e mais capacidade de gestão para conduzirem a um país com maior prosperidade".

A Symington Family Estates é o principal produtor de vinho do Porto, com uma quota de mercado de 33% das categorias especiais, com um conjunto de marcas de referência como a Graham's, Dow's, Cockburn's e Warre's.
O porta-voz da família, Paul Symington, referiu que o grupo emprega 531 pessoas, das quais 217 são do Douro, território onde gastam cerca de quatro milhões de euros por ano.

Espalhados pelas suas propriedades possuem 1.000 hectares de vinha, mas compram ainda uvas a 1.800 lavradores, os quais considerou serem o factor de sustentabilidade da Região Demarcada do Douro.

Paul Symington aproveitou para pedir ao Governo mudanças no quadro regulamentar da região, que considerou estar desadequado e desajustado às necessidades deste território, que se tem vindo a afirmar nos mercados internacionais pela qualidade dos seus produtos.

Durante a manhã Passos Coelho esteve em Sabrosa onde, conjuntamente com a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, inaugurou o quartel dos bombeiros, que foi alvo de obras de remodelação e ampliação que custaram cerca de um milhão de euros. À tarde, o primeiro-ministro inaugura um quartel de bombeiros em Alijó.