O espaço de coworking da Unidade Empresarial de Paranhos vai receber jovens do CoWork Social Adriano Miranda
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O espaço de coworking da Unidade Empresarial de Paranhos vai receber jovens do CoWork Social Adriano Miranda

Dois espaços de coworking procuram projectos sociais

CoWork Social é o nome de um projecto pensado para jovens desempregados da Área Metropolitana do Porto que queiram desenvolver negócios sociais

O CoWork Social quer apoiar jovens com perfil empreendedor na área social e vai funcionar em dois espaços de coworking já existentes no Porto e em São João da Madeira. É vocacionado para desempregados entre os 18 e os 35 com residência em qualquer concelho da Área Metropolitana do Porto e disponibilidade para desenvolver um negócio social nos espaços das duas cidades.

Financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian — através do programa Cidadania Activa — e em parceria com a UP! Unidade Empresarial de Paranhos, no Porto, o CoWork Social avança, oficialmente, a 29 de Julho. Os interessados em candidatarem-se ao programa de incubação devem inscrever-se até 19 de Junho, enviando um e-mail para [email protected] ou a partir do site, online nos próximos dias.

Em questão estão sete meses de incubação para, pelo menos, 20 jovens, que terão o apoio de profissionais responsáveis pela capacitação de ferramentas necessárias para o desenvolvimento de negócios. Estes 20 empreendedores serão escolhidos a partir de 30 finalistas que, entre 20 e 31 de Julho, vão ser integrados em actividades de carácter social preparadas pelos parceiros do projecto. O nome dos finalistas será divulgado a 11 de Setembro.

O coordenador do coworking de São João da Madeira, Pedro Fonseca Santos, explica ao P3 que os projectos candidatos devem ser de empreendedorismo social, respondendo a problemas identificados como “isolamento de pessoas, saúde, combate à violência doméstica e à pobreza”, entre outros.

“Durante o período de incubação, os jovens devem trabalhar melhor a sua ideia, mas também captar os financiamentos para a tornar realidade”, refere, em articulação com as entidades parceiras (Engenho & Obra, Ecos Urbanos, Freguesia de Paranhos e RH Positivo). Findo esse período, os empreendedores devem ser capazes de manter e fazer crescer o negócio.

Nesta fase, Pedro Fonseca Santos ainda não pode garantir a continuidade do CoWork Social para lá desta primeira edição, mas acredita que é um “projecto com condições para ser bem sucedido”.