Alunos do 12.º ano pouco preparados para entrar no mercado de trabalho

Esta segunda-feira, o Ministério da Educação e Ciência e o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento - BCSD Portugal assinam um protocolo de colaboração para desenhar os currículos dos cursos do ensino vocacional e na formação em contexto de trabalho.

Daniel Rocha/ Arquivo
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Daniel Rocha/ Arquivo

Um inquérito realizado a 47 empresas em Portugal concluiu que os currículos dos alunos são desajustados e que os estudantes do 12.º estão pouco preparados para entrar no mercado de trabalho. Estas são duas das conclusões do questionário realizado pelo BCSD Portugal junto de 47 empresas com o objectivo de conseguir adequar os perfis pretendidos pelas empresas e a formação escolar, para desta forma reduzir o desencontro que existe entre as necessidades das empresas e as qualificações dos alunos que estão a sair das escolas secundárias.

Estas são duas das conclusões do questionário realizado pelo BCSD Portugal junto de 47 empresas com o objectivo de conseguir adequar os perfis pretendidos pelas empresas e a formação escolar, para desta forma reduzir o desencontro que existe entre as necessidades das empresas e as qualificações dos alunos que estão a sair das escolas secundárias.

O estudo revela que as empresas consideram prioritário adequar o ensino profissional -- do 10.º ao 12.º ano - às suas necessidades práticas de recrutamento, uma vez que 80% dos inquiridos "percepciona os candidatos do 12.º ano como pouco preparados, enquanto 30% melhoram esta perceção em relação ao ensino superior".

Em relação ao ensino secundário, o estudo revela que 70% das empresas considerou os currículos desajustados, 70% considerou o nível de conhecimento dos alunos com o 12.º ano desalinhado e 80% percepciona estes candidatos como pouco preparados. No que toca ao ensino superior a percepção das empresas é distinta: apenas 10% avalia os currículos como desajustados, 20% considera o nível de conhecimento no final do curso como desalinhado e 30% percepciona os candidatos com o ensino superior como pouco preparados.

Esta segunda-feira, o Ministério da Educação e Ciência e o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento - BCSD Portugal assinam um protocolo de colaboração para desenhar os currículos dos cursos do ensino vocacional e na formação em contexto de trabalho. Além de querer perceber se o ensino português está adequado às necessidades das empresas, o questionário teve como objectivos identificar as necessidades das empresas para os próximos anos, perceber quem irão recrutar e quais as áreas onde o recrutamento é mais escasso no mercado português.

"A importância de ter as pessoas certas para fazer crescer as empresas, o emprego e o bem-estar no país, é demonstrada neste estudo, com a identificação das áreas que são críticas para isso suceder", afirmou Fernanda Pargana, Secretária Geral do BCSD Portugal, em comunicado enviado para a Lusa. Engenharia tecnológica, comercial, marketing e comunicação de informação, ciências económicas, operações e logística e automação são as cinco competências mais escassas em Portugal, segundo o inquérito.

As 47 empresas que preencheram o questionário empregam 240 mil colaboradores e facturam cerca de 67 mil milhões de euros na sua actividade global e fazem parte do BCSD Portugal -- Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. Nos próximos anos, estas empresas esperam criar entre 7500 e 11.200 postos de trabalho em Portugal. O estudo procurou perceber também quais as competências comportamentais mais importantes para as empresas apontando a liderança como mais escassa entre os profissionais.