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Dez projectos na final do Prémio das Indústrias Criativas

Os dez finalistas da 7.ª edição do Prémio Nacional das Indústrias Criativas já são conhecidos. Vencedor é conhecido em Julho e terá direito a prémio de 25 mil euros

A concurso foram 211 projectos mas só dez ficaram na “short list” e na competição pelos 25 mil euros do Prémio Nacional das Indústrias Criativas (PNIC), que já vai na 7.ª edição. A categoria de “Arquitectura e Artes Visuais” foi a mais concorrida, popularidade que se reflectiu também nos cinco projectos escolhidos como finalistas.

No campo da reabilitação urbana em espaços abertos, a Still Urban Design foca-se no clima como elemento projectual, através de metodologias e “software” próprios. O propósito? Prever que mudanças climáticas podem operar num determinado espaço com um certo projecto. Um outro gabinete, o Cross Hands Architecture, nasceu após um concurso internacional de cariz humanitário que duas jovens arquitectas venceram. O projecto era um abrigo para refugiados da Síria, soluções que agora pretendem abordar. Com o Sistema Gomos, os criadores apostam numa construção modular de edifícios flexíveis e evolutivos. “Destacam-se por um baixo consumo energético, mas sobretudo pela facilidade de instalação”, lê-se no comunicado do PNIC.

Aproveitamento de garrafas de vidro para as transformar em copos e cálices “originais e diferenciadores” é o objectivo da Stallo que, para o efeito, utiliza um pedestal de cerâmica vidrada. Também com a reutilização em vista, o EcoBook é uma espécie de quadro branco em formato de caderno ecológico: podes escrever e desenhar vezes sem fim, uma vez que as folhas se mantêm em bom estado.

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Cross Hands Architecture

Na categoria “Música e Artes do Espectáculo”, duas criações foram selecionadas. O Arumis tem como conceito “melhorar a experiência dos espectadores da indústria audiovisual e de entretenimento com a introdução do sentido olfactivo”. Um novo tipo de auscultadores, o Spranger, incorpora um sensor de pressão desenhado para detectar quando estes estão ou não nos ouvidos. “Entra em pausa e retoma o modo ‘play’ quando volta a ser colocado.”

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Os arquitectos do Still Urban Design Paulo Pimenta

"Here Comes the Robots" e "Rewind Cities" são os dois finalistas na categoria “Conteúdos e Novos Média”. O primeiro cria robôs como “facilitadores da relação entre pessoas e máquinas”, funcionando como contadores de histórias a crianças ou guias de museus, por exemplo. Aplicações móveis com base em realidade aumentada são os produtos que a "Rewind Cities" faz. A ideia é “transportar o utilizadora para uma viagem ao passado do local que está a visitar”.

Em “Turismo e Património”, destaque para "Miss Can", uma marca de conservas que recuperou uma herança de família com uma imagem moderna.

À semelhança do que tem acontecido nos outros anos, o vencedor do PNIC Super Bock/Serralves vai representar Portugal na “Creative Business Cup”, na Dinamarca. O nome do projecto premiado é conhecido durante o mês de Julho, aquando do Super Bock Laboratório Criativo. Até lá, o grupo composto pelos dez finalistas vai participar no “programa de imersão de capacitação empreendedora”, juntos dos parceiros do PNIC.

Em 2014, André Miranda venceu a 6.ª edição do prémio com a WESO, uma orquestra especializada em criar bandas-sonoras para cinema. Entretanto, o jovem que vive nos Estados Unidos desenvolveu uma aplicação para o AppleWatch, a Praxio, que dá ao utilizador a música que o seu corpo precisa de ouvir.