Balsemão aponta 12 desafios ao PSD

No úiltimo ano, partido recebeu quase seis mil novos militantes.

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Nuno Ferreira santos

Francisco Pinto Balsemão apontou nesta quarta-feira 12 desafios para o futuro, para o século XXI, ao PSD. O militante nº1 discursava na sessão de encerramento das comemorações dos 40 anos do partido que, há quatro décadas, fundou junto a Francisco Sá Carneiro.

Não há novidade nos 12 desafios que incorporam boa parte das políticas defendidas pelo partido que lidera o Governo, e que corresponderam ao desafio lançado há um ano por Pedro Passos Coelho à comissão coordenadora das comemorações. Sinteticamente – o documento é hoje divulgado na íntegra no site “PSD 40 anos” – Balsemão enumerou-as.

As reformas do sistema política, do Estado e da Segurança Social constam desta lista. Bem como a redução da despesa, como condição sine qua non para baixar impostos, e a meta das exportações ascenderem a 50% do PIB para reforçar a competitividade económica.

Remover os obstáculos à natalidade, combater a desertificação do interior e exercer uma clara opção europeia são outros dos desígnios apontados. A necessidade de combater a desertificação do interior e de apostar na inovação empresarial foi igualmente referida. Por fim, foram inscritas nas 12 medidas o desenvolvimento da economia verde, o investimento no crescimento azul e o reforço da coesão social.

Francisco Pinto Balsemão revelou que, durante o ano das comemorações, o PSD teve quase seis mil novas adesões. “Mulheres e homens de todas as idades, mas muita gente nova, muitos deles com trabalho e com ambições, que entendem dever participar na vida política e que o faze, optando pelo PSD”, disse.

Balsemão prestou, a título pessoal, uma homenagem a Pedro Passos Coelho: “À sua perseverança, à sua capacidade de trabalho, à sua coragem, à sua coerência e à sua boa educação.” Admitiu nem sempre concordar com o que tem sido feito, mas ressalvou: “não estou, só que não ando a dizê-lo na praça pública.” Mas não lhe poupou renovados elogios. “Por mérito próprio está [Passos Coelho] a acumular um capital de confiança e de credibilidade que lhe permitirá, assim o esperto e desejo, continuar a chefiar o Governo de Portugal nos próximos quatro anos.”