Quase 800 casos de sífilis notificados em Portugal em quatro anos

Relatório sobre doenças de declaração obrigatória mostra que casos de malária mais do que duplicaram no mesmo período.

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As autoridades dizem que não há "nexo de causalidade entre a reacção e a administração das duas vacinas" Eva Carasol/ Arquivo

O documento explica, contudo, que os casos de malária corresponderam sempre a situações de doentes que foram infectados noutros países apesar do diagnóstico ter sido feito em Portugal. Em termos incidência, além da sífilis precoce e da malária, o relatório considera que há mais três doenças que se destacaram em 2013: salmoneloses, parotidite epidémica e febre escaro-nodular.

Também foi registado um “aumento significativo” de casos de tosse convulsa, devido a um surto desta doença, com expressão em todo o país, em 2012 e início de 2013. Pelo contrário, doenças como a brucelose e a meningite meningocócica estão a diminuir e os casos de botulismo e tétano têm cada vez menos expressão. O documento diz que não foram notificados casos de doenças como a cólera, difteria, peste ou febre-amarela. De acordo com a DGS, uma doença é considerada de declaração obrigatória quando a “informação frequente, regular e temporalmente adequada, relativamente aos casos de doença individuais, é considerada necessária para a sua prevenção e controlo”.

Além disso, a “notificação da doença, a nível local, protege a saúde da população assegurando a identificação e seguimento dos casos, identificação de contactos, investigação e contenção de surtos de doença”. Por isso, o organismo considera que este sistema de vigilância dá as autoridades uma “base para o planeamento e intervenção na prevenção e controlo”, monitorizando a “ocorrência e disseminação de doenças transmissíveis”.