Cavaco prevê PIB a crescer mais uma décima do que o Governo

Num pequeno-almoço com empresários do ramo da energia, de Portugal e da Noruega, o Presidente português voltou a destacar o desempenho económico do país: "O défice orçamental está sob controlo e o desemprego está a cair".

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Cavaco SIlva elogiou a economia portuguesa Enric Vives-Rubio/Arquivo

Numa curta intervenção, de 12 minutos, numa mesa que reunia representantes de algumas das maiores empresas portuguesas e norueguesas da área da energia, o Presidente da República, falando em inglês, traçou um retrato optimista da economia portuguesa. Um dos dados que Cavaco Silva escolheu para ilustrar a sua descrição foi o do crescimento do PIB para 2015. O Presidente prevê 1,7%, em linha com o Banco de Portugal. O Governo prevê uma décima abaixo, 1,6%, tal com a Comissão Europeia.

"Projecções para os próximos dois anos apontam para um crescimento económico gradual. Depois de um crescimento de 0,9% do PIB em 2014, uma taxa de crescimento anual de 1,7% está prevista para 2015, seguida de taxas acima dos 2% nos anos seguintes", destacou Cavaco.

Para demonstrar o êxito do "profundo ajustamento" que teve lugar "nos últimos três anos" em Portugal, Cavaco enumerou outros indicadores. "O défice orçamental está sob controlo e o desemprego está a cair. As exportações estão a crescer continuamente e o investimento privado está a recuperar. O défice externo de quase 9% em 2010 deu lugar a um superávit de 2% em 2014", enumerou Cavaco Silva.

"Uma das principais características do processo de ajustamento da economia portuguesa foi uma muito bem-vinda realocação dos recursos produtivos dos sectores não transaccionáveis para os transaccionáveis. A aceleração prevista da economia para os próximos anos reflecte sobretudo o crescimento das exportações", continuou o Presidente.

De seguida, Cavaco Silva falou sobre "as prioridades da agenda de reformas do Governo". Nomeadamente, "a flexibilização das regras do mercado laboral, a formação profissional e o apoio à criação de emprego, a eficiência do sistema de justiça para as empresas, os incentivos à inovação e competitividade, e a reforma fiscal, principalmente com a baixa de 25% do IRC em 2013 para 20% em 2015, 19% em 2016 e, a partir daí, 17%."

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