Jerónimo de Sousa acha natural que os trabalhadores da TAP reajam contra a privatização

Líder do PCP visitou a Ovibeja.

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Líder do PCP não está disponível para aprovar mais impostos para suportar o Estado social, apenas para taxar o capital Enric Vives-Rubio

O agudizar do conflito entre a administração da TAP e o sindicato dos pilotos é encarado pelo líder comunistas como “natural” tendo em conta que os trabalhadores “estão preocupados com o seu futuro e reajam contra a privatização”

Perante a insistência dos jornalistas, afirmou que independentemente da forma escolhida pelos pilotos para desencadear a greve “e até do juízo critico que possa ser feito tendo em conta algumas questões que são reivindicadas” designadamente no caso de privatização poder haver uma parcela para os pilotos, o dirigente comunista sublinha que a “causa de fundo” está na privatização da empresa.

“Acabe-se com esse objectivo e o conflito resolve-se”, sentencia Jerónimo de Sousa, criticando a administração da empresa por estar a financiar as empresas low cost “e depois diga não há condições para financiar a TAP”.

O secretário-geral dos comunistas refuta as acusações que se concentram nos prejuízos que eventualmente venham a ser provocados por 10 dias de greve, mas no verão passado, recorda, “por actos errados de gestão, foram cancelados centenas e centenas de voos. Alguma vez ouviram o Governo ameaçar que despedia a administração? Nem piou, assinala Jerónimo de Sousa criticando o Governo por “ameaçar e fazer chantagem” quando fala de privatização e de despedimentos de trabalhadores.  

Por outro lado, considerar que “não deve haver nenhum investimento na TAP é uma forma de matar a empresa”. A verdade maior, acentua o dirigente comunista é que o Governo quer entregar a TAP a grupos económicos e financeiros estrangeiros quando já houve as duas ameaças anteriores, “a entrega da TAP à Swissair, que passados meses faliu e a aventura com Roman Abramovich ”.

Em síntese, os problemas da TAP “não tem a ver com questões económicas mas com uma opção do Governo de estourar tudo o que é património nacional” conclui Jerónimo de Sousa