Quinze oficiais da Coreia do Norte terão sido executados desde Janeiro

Kim Jong-un ordenou as execuções por “desafios à autoridade”, referem os serviços de espionagem da vizinha Coreia do Sul

“Desculpas ou justificações não funcionam para Kim Jong-un”
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“Desculpas ou justificações não funcionam para Kim Jong-un” KCNA/ REUTERS

A agência de espionagem da Coreia do Sul informou os deputados da comissão de serviços secretos do parlamento que o número de oficiais executados pelo regime norte-coreano já vai em quinze, passados quatro meses do ano de 2015.

“Desculpas ou justificações não funcionam para Kim Jong-un”, disse Shin Kyung-min, um dos deputados sul-coreanos, à agência Reuters, citando um membro dos serviços de espionagem que preferiu manter o anonimato. O estilo do líder da Coreia do Norte é “de imposição” e se alguém contesta alguma das suas medidas, ele assume-o como um “desafio à sua autoridade e ordena execuções para servirem de exemplo”.

Entre os quinze oficiais executados pelo regime de Pyongyang, conta-se um dos vice-ministros da agricultura, por reclamar e discordar de uma política estatal. Um dos casos de eliminação física de membros da elite governativa da Coreia do Norte que causou mais aparato mediático foi o de Jan Song-thaek, em 2013, um tio do actual líder do regime. Purgado e executado, juntamente com os seus oficiais mais próximos, sob acusação de “corrupção e crimes nocivos para a economia”, foi um dos principais conselheiros de Kim Jong-un e era considerado um dos homens mais poderosos e influentes do país.

Kim vai a Moscovo?

À medida que se aproxima o dia 9 de Maio, data das comemorações, em Moscovo, do 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, cresce a especulação sobre a possibilidade de Kim Jong-un estar presente, a convite do Presidente russo Vladimir Putin.

A confirmar-se a viagem à Rússia, país com o qual a Coreia do Norte tem boas relações, seria a primeira visita oficial do líder da Coreia do Norte a um país estrangeiro. A informação ainda não foi confirmada oficialmente por Pyonyang mas a agência de espionagem da Coreia do Sul considera “espectável” que o líder norte-coreano compareça em Moscovo.

Park Geun-hye, Presidente da Coreia do Sul e Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos são alguns dos chefes de Estado que já anunciaram que não vão estar presentes nas comemorações, dados que poderão influenciar a decisão de Kim Jong-un.