O novo álbum de Mikal Cronin só sai a 4 de Maio, mas já pode ouvi-lo aqui

Intitulado III, sucede a II, o álbum de 2013 que colocou o habitante de São Francisco em destaque no actual cenário musical. Estará em pré-escuta no PÚBLICO até ao dia da sua edição

Mikal Cronin estreou-se a solo em 2011 com um álbum homónimo e as suas canções cativaram atenções dois anos depois, quando editou <i>II</i>
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Mikal Cronin estreou-se a solo em 2011 com um álbum homónimo e as suas canções cativaram atenções dois anos depois, quando editou II Myles Pettengill

Mikal Cronin é, a par de Thee Oh Sees, Ty Segall ou The Fresh & Onlys, um dos rostos da fervilhante cena rock’n’roll que floresceu na última década em São Francisco. Antes de iniciar o percurso a solo, de resto, encontrávamo-lo, por exemplo, na banda do prolífico Segall, onde ocupava ocasionalmente a função de baixista. Porém, com a edição de II, o seu segundo álbum, Cronin deixou de poder ser visto como mero acompanhante de músicos talentosos.

Com esse álbum, lançado em 2013, o power-pop vitaminado de Cronin, enérgico e distorcido, mas repleto de ganchos que tornavam as melodias instantaneamente reconhecíveis, tornou-o um nome em destaque. Os concertos, como aquele a que assistimos na edição de 2013 do festival Milhões de Festa, limitaram-se a aumentar o seu protagonismo. As expectativas quando ao novo álbum são, portanto, altas. E Mikal Cronin esmerou-se.

III, com edição marcada para 4 de Maio, mas que o PÚBLICO oferece agora em pré-escuta aos seus leitores, divide-se em duas partes. Por um lado, temos o Mikal Cronin do rock’n’roll bem afinado e das canções mais directas. Noutro, altera-se o tom. Surgem secções de cordas e metais, ouve-se o tzouras, instrumento grego pelo qual Cronin se apaixonou quando de uma passagem por Atenas, e o homem nascido um dia depois do Natal de 1985 mostra-nos outra vertente, mais requintada, da sua criatividade. Sim, Mikal Cronin esmerou-se.