Cirque du Soleil vendido a investidores americanos e chineses

Os novos proprietários da empresa que estava avaliada em 1,4 mil milhões de euros pretendem expandir o circo na China.

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O espectáculo Kooza apresentado em Madrid Reuters
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Delirium em Lisboa Reuters

O Cirque du Soleil foi vendido, por um montante não divulgado, a um consórcio dirigido pela empresa de investimentos norte-americana TPG e que inclui o investidor chinês Fosun, anunciou na segunda-feira o grupo canadiano de espectáculo.

Os novos proprietários pretendem expandir o Cirque du Soleil na China, indicou o grupo em comunicado.

A TPG detém uma participação maioritária na empresa, ao passo que o seu fundador, Guy Laliberté, conservará uma participação minoritária e continuará a fazer parte da direcção estratégica e artística do grupo.

Apesar de os termos do negócio não terem sido divulgados, a imprensa canadiana noticiou que a TPG, que também investiu na empresa Uber e no Caesars Palace, em Las Vegas, comprou uma participação de 60% da empresa avaliada em 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1,4 mil milhões de euros).

A Fosun Capital, que no mês passado ganhou uma guerra de licitação pela empresa de férias francesa Club Med, fica com 20%. E o Governo do Quebeque, através do seu ramo de investimentos Caisse de Depot et Placement, ficou com 10% da empresa circense criada em 1984 por Laliberté.

"Depois de 30 anos a construir a marca Cirque du Soleil, encontrámos agora os parceiros ideais na TPG, na Fosun Capital e na Caisse para levar o Cirque du Soleil para a próxima etapa na sua evolução enquanto empresa fundada com a convicção de que as artes e os negócios, juntos, podem contribuir para fazer um mundo melhor", declarou Laliberté em comunicado.

A Fosun, que tem vindo a aumentar a sua presença em Portugal, é um dos candidatos à compra do Novo Banco. O grupo já detém o controlo da Espírito Santo Saúde (agora denominada Luz Saúde), que passou a dominar em 96% do capital na sequência de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada sobre a empresa, e é também accionista maioritária da Fidelidade. Depois de ter assegurado em Maio do ano passado 80% da seguradora da Caixa Geral de Depósitos, a empresa chinesa subiu depois a sua participação para 85%. Através desta, é ainda accionista indirecta da REN, onde o grupo segurador tem uma posição de 5,1%.