Passos acusa Costa de atacar Governo para "segurar resultados"

PS "acha antecipadamente que é vitorioso" e "está mais preocupado em ver se consegue segurar o seu resultado".

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Socialistas "desconfiam que vai ser difícil ganhar as eleições" Miguel Manso

Pedro Passos Coelho começou por dizer que o PS "mudou de líder para ver se mantinha a atenção fixada nas pessoas", para concluir que António Costa, "pela maneira como ataca todos os dias" o Governo, "está mais preocupado em ver se consegue segurar o seu resultado, que acha antecipadamente que é vitorioso, do que propriamente em alargá-lo".

O líder do PSD e primeiro-ministro falava em Torres Vedras durante um jantar comemorativo dos 40 anos do seu partido, que reuniu cerca de 700 pessoas.

"Não somos vencedores antecipados das eleições", sublinhou o líder social-democrata, para quem os socialistas "desconfiam que vai ser difícil ganhar as eleições" e para quem "o PSD pode ainda ganhar as eleições".

Voltando a 2011, Pedro Passos Coelho considerou que, "mesmo quem não votou no PSD, sabe que a 'festa' não podia continuar e que era preciso ajustar".

Nesse sentido, disse que "não interessa devolver hoje às pessoas todos os seus direitos para os suspender daqui a dois anos".

Passos Coelho disse que "quem primeiro aumentou os impostos, IVA e cortou salários em Portugal, antes de a 'troika' chegar, foi o PS, quando ainda estava no Governo". "Fê-lo nessa altura porque sabia que o dinheiro estava a acabar", vincou Passos Coelho.

Olhando para os últimos quatro anos de governação, o líder social-democrata disse que o PSD se manteve "firme e fez tudo o que estava ao seu alcance para salvar Portugal".