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Vamos olhar para a cerveja com a atenção que ela merece?

O 3.º Concurso Nacional de Cervejas Caseiras & Artesanais realiza-se a dia 18 de Abril na Cerveteca Lisboa

Esplanada, quatro da tarde, calor de ananases. O que mais apetece é uma loira fresquinha – cerveja, bem entendido. A decisão é curta: do “mainstream” cervejeiro, há três ou quatro alternativas plausíveis, a menos que estejamos numa casa bem apetrechada, com maltes estrangeiros e famosos à escala inter-planetária. Façamos então uma pausa neste filme. Porque a cerveja não é só isto. Bruno Aquino, das Cervejas do Mundo, costuma dizer que “a cerveja tem duas formas de ser observada: de forma descomprometida, que é quando pedimos uma imperial numa esplanada, ou tornamo-nos nos chamados ‘beer geeks’, olhando para a cerveja com a atenção que ela merece”.

Eis, pois, então, o que acontecerá no 3.º Concurso Nacional de Cervejas Caseiras & Artesanais, a realizar no próximo dia 18 de Abril, na Cerveteca Lisboa: uma competição para todos os cervejeiros caseiros e artesanais que possuam cervejas originais e sem características comerciais, isto é, com um nível de produção inferior a 100 litros por estilo da aclamada bebida. Bruno Aquino, organizador da prova, explica que “este é um concurso para quem está a fazer cerveja de um modo rudimentar, dando-as a experimentar a pessoas que já têm algum conhecimento sobre o assunto. Com uma avaliação por parte de pessoas que percebam um bocadinho de cerveja e uma prova cega, ou seja, nós não vamos estar a pensar em quem a produziu, passa a haver um grau de confiança de que as recomendações que vamos fazer são fiáveis e que os cervejeiros podem pegar nessas avaliações e tentar melhorar as suas cervejas”. As inscrições estão abertas até ao próximo dia 16 e todas as informações importantes estão aqui. Até agora, há 15 cervejeiros inscritos e 29 cervejas a concurso.

É importante ressalvar que o evento é aberto a todo o público que queira comparecer. Quem quiser poderá até almoçar na Cerveteca, por 12 euros, um menu que contará com bifana em bolo do caco, mexilhão panado com maionese de tinta de choco, mousse de lima com crumble de bolacha Oreo e, claro está, duas cervejas à escolha entre Budvar, Samuel Adams, Weihenstephaner e Einsiedler.

Faça-se silêncio

“A única coisa que pedimos é que as pessoas façam o menor barulho possível para os juízes estarem o máximo possível concentrados. No final, as cervejas que sobrarem serão dadas a degustar a quem queira”, revela o organizador do concurso. O evento realiza-se ao longo de todo o dia, sendo que a prova acontece de manhã, a partir das 11h00, até porque “é de manhã que se prova melhor a cerveja. As papilas gustativas estão mais frescas e receptivas, a essa hora só as cansámos com o pequeno-almoço e já estamos com apetite para almoçar”. Durante a tarde, terão lugar palestras sobre técnicas de produção, estilos de cerveja, temperaturas ideias, tipologia de copos, entre outros assuntos que são mais relevantes do que à primeira vista aparentam. Os vencedores do concurso terão direito, consoante a categoria em que se mostrarem mestres, a 200 quilos de malte de diversas variedades ou a possibilidade de produzir a sua receita nas instalações da Mean Sardine, uma das maiores marcas lusas de produção de cerveja artesanal.

Isto de fazer cerveja é mais comum do que se julga. Existem, actualmente, “40 a 50 marcas de cerveja artesanal feita em Portugal, como a Mean Sardine e a Letra. Há muitas pessoas que fazem cerveja em casa, é um fenómeno que está em crescimento exponencial, que começou nos Estados Unidos e propagou-se na Europa”. É, portanto, marcar na agenda: as melhores cervejas artesanais estarão prontas a ser provadas no dia 18.