Greve na CP já deixou parados mais de 400 comboios

Até às 10h00 tinham circulado apenas 39 comboios de um total de 455 previstos. Na linha de Sintra ainda só circulou um comboio, no Porto apenas cinco.

Fotogaleria
S. Bento, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
Campanhã, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
Cais do Sodré, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
S. Apolónia, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
S. Bento, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
S. Apolónia, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
Campanhã, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
S. Apolónia, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
S. Bento, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
S. Apolónia, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
Campanhã, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
Cais do Sodré, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
Campanhã, Lisboa Rui Gaudêncio
Fotogaleria
S. Bento, Porto Fernando Veludo/nFACTOS
Fotogaleria
Cais do Sodré, Lisboa Rui Gaudêncio

A greve dos trabalhadores da CP já deixou parados mais de 400 comboios esta quinta-feira. Até às 10h da manhã, de um total de 455 comboios programados, apenas circularam 39 composições, disse ao PÚBLICO a porta-voz da CP. Destes, 16 eram Intercidades e Alfas Pendulares precisou Ana Portela, acrescentando que a empresa está “a fazer o possível por manter o maior número de comboios de longo curso”. Ainda assim, houve pelo menos 10 comboios que não saíram da estação.

Nas linhas suburbanas, as que concentram mais passageiros, o cenário mantém-se pouco animador. Em Lisboa, no total das quatro linhas (Sintra, Cascais, Azambuja e Sado) circularam apenas 16 comboios. Só a partir das 8h da manhã circulou um comboio na linha de Sintra e outro na linha do Sado.

No Porto, onde até às 6h não tinha havido circulação de comboios, já circularam cinco composições. Nas linhas regionais, a situação é diferente e “não há mesmo comboios a circular”.

“Com a mudança de turnos (que não acontece à mesma hora em todas as linhas) e pelo facto de a adesão à greve ser uma decisão particular, é difícil haver previsibilidade sobre como será o resto do dia”, disse Ana Portela. Porém, “a manter-se este cenário, será complicado”, admitiu a porta-voz da CP.

“As dificuldades dos nossos clientes são partilhadas por nós”, disse a responsável, reafirmando que a CP “acha inconcebível que não tenham sido decretados serviços mínimos” pelo Tribunal Arbitral, nomeado pelo Conselho Económico e Social, e reiterando que "a empresa fará os comboios sempre que os trabalhadores se apresentem ao serviço".

A greve de quatro dias (2, 3, 5 e 6 de Abril) na CP foi decretada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF). Irá prolongar-se até segunda-feira, pelo que também são esperadas perturbações dos serviços no sábado e na terça-feira de manhã.