Desemprego na Alemanha cai para o nível mais baixo desde a reunificação

Taxa de desemprego atingiu 6,4% em Março, a mais baixa desde 1990.

O número de desempregados na Alemanha atingiu em Junho os 2,88 milhões
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O número de desempregados na Alemanha atingiu os 2,79 milhões em Março Robert Michael/AFP

A taxa de desemprego alemã atingiu em Março um novo mínimo histórico, recuando para 6,4%, o nível mais baixo desde a reunificação do país. Em Fevereiro, o desemprego na maior economia europeia tinha atingido os 6,5% e os economistas consultados pela Bloomberg e pela Reuters previam que se mantivesse inalterada.

Mas os dados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento Federal do Trabalho revelaram um melhor comportamento que o esperado, com o número de pessoas sem emprego a diminuir em cerca de 14 mil para um total de 2,79 milhões de desempregados. Na Alemanha ocidental houve menos oito mil desempregados e, na Alemanha oriental, menos seis mil.

A queda do desemprego é um bom indicador para o consumo privado, que se espera que seja este ano o motor da economia alemã. Ainda assim, os dados do instituto de estatística alemã (Destatis) divulgados esta terça-feira demonstram que as vendas a retalho no país registaram em Fevereiro a primeira queda desde Setembro de 2014, com uma descida de 0,5% face a Janeiro. Na comparação com Fevereiro de 2014, houve uma subida das vendas de 3,6%.

Os níveis de confiança de consumidores e investidores alemães têm estado a subir graças à melhoria de rendimentos proporcionada pela descida dos preços da energia.O relatório de Março do banco central alemão também antecipou uma subida acentuada da produção industrial no primeiro trimestre.

“Seja em que perspectiva for, o actual momento para a economia alemã é positivo”, disse à Bloomberg Heinrich Bayer, economista do Deutsche Postbank, em Bona. O especialista disse ainda que os números do emprego vieram confirmar os dados “muito sólidos” que já se tinham revelado no Inverno.

Na segunda-feira, as autoridades alemãs divulgaram os dados da inflação, demonstrando que os preços começaram a subir em Março, face ao ano anterior, depois de dois meses de queda. Foram também apresentados indicadores de actividade da indústria que foram melhores do que o esperado pelos analistas.


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