Uma estreia explosiva em Cannes: Mad Max

Quarto filme da saga de George Miller estreia-se 30 anos depois de Mad Max - Além da Cúpula do Trovão.

Tom Hardy é Max Rockatansky
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Tom Hardy é Max Rockatansky DR
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Charlize Theron no papel de Furiosa DR
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O cenário continua a ser pós-apocalíptico DR
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Mel Gibson ganhou fama internacional em Mad Max DR
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Mel Gibson ganhou fama internacional em Mad Max DR

Max Rockatansky está de volta e por muito que tente não está sozinho. Atormentado pelo passado, não quer ninguém ao seu lado mas na luta pela sobrevivência as coisas não acontecem como se planeiam. Tudo vale, entre sangue e fogo. Trinta anos passaram desde o último filme da trilogia de George Miller. Mad Max: Estrada da Fúria é o novo e terá estreia em Cannes. Duas décadas passaram e o cenário de guerra é o mesmo. O protagonista é que não. Mel Gibson não entra neste pós-apocalipse. Tom Hardy assume o lugar.

Continuamos num futuro, num mundo lá longe. Mas a luta não nos é tão estranha assim. Em Mad Max: Estrada da Fúria luta-se por água e petróleo num deserto que não acaba. É aqui que o icónico guerreiro de estrada que teve uma primeira vida no cinema em 1979 cruza caminho com uma mulher misteriosa. Ela é Furiosa, Charlize Theron na vida real, e traz consigo um grupo de sobreviventes, ou seja, um gangue.

Pouco mais se sabe sobre esta quarta aventura de Max Rockatansky mas no trailer que tem pouco mais de dois minutos e nas imagens que têm vindo a ser divulgadas pela Warner está lá tudo o que a trilogia Mad Max nos trouxe nos anos 1980: um mundo insano de lutas e mortes, explosões e guerra.

Não será exagero dizer que Mad Max: Estrada da Fúria é um dos filmes mais aguardados de 2015. Até porque está a ser feito há dez anos, entre rumores aqui, notícias ali. A cadeia de acontecimentos culminou agora no quarto filme de uma saga que tornou famoso Mel Gibson. A espera acabou e a estreia está marcada para 14 de Março no Festival de Cannes. O filme do australiano George Miller integra a selecção oficial do festival, fora da competição. No dia a seguir, chega aos cinemas de todo o mundo. Na versão a que o cinema sempre nos habituou, 2D, e a 3D, como dita a modernidade dos dias.

Mel Gibson é que não estará. Ele que ganhou fama com Mad Max, ele que transformou Max Rockatansky, o polícia justiceiro, num herói ao nível de John Rambo e John McClane nos anos 1980, não entra. Numa entrevista ao The Huffington Post, George Miller explicou que não só o actor envelheceu, não se adequando mais ao papel, como a produção deste filme arrancou numa altura em que Gibson não era um valor seguro. “Quando estávamos preparados para Estrada da Fúria, o Mel estava com todos aqueles problemas”, disse o realizador, referindo-se a intervenções polémicas que o actor tinha tido em praça pública depois do 11 de Setembro e ainda a problemas com o abuso de álcool.

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Mel Gibson em 1979 DR

A escolha de Miller recaiu então no britânico Tom Hardy, 37 anos. “Quando estávamos a fazer o casting, eu tinha acabado de ver Bronson e Stuart: A Life Backwards com o Benedict Cumberbatch. Pensei que este rapaz tinha toda a capacidade. Passou muito tempo no teatro. Como o Mel, saiu de uma escolar de teatro onde fez todo o Shakespeare. Chegou com todo o carisma”, apontou o realizador. “É uma inefável parte do Max. Ele tem aquela qualidade que me lembra tanto o Mel quando chegou a mim pela primeira vez.”

Mad Max - As Motos da Morte foi o primeiro filme da saga. Chegou aos cinemas em 1979. O mundo caótico de Max, que se vê numa luta entre dois gangues de motociclistas, teve sucesso imediato. Seguiu-se Mad Max 2 - O Guerreiro da Estrada em 1981 e por fim Mad Max - Além da Cúpula do Trovão, filme de 1985 que marcou a estreia de Tina Turner no cinema. Turner representou e cantou. Ainda hoje nos lembramos de We Don't Need Another Hero, Thunderdome e One Of The Living.

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