Rui Rio aplaude comissão de inquérito ao caso BES

O ex-presidente da câmara do Porto diz que esta é a única comissão de inquérito que não descredibiliza a Assembleia da República portuguesa

O nome de Rui Rio volta à baila para as presidenciais.
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O nome de Rui Rio volta à baila para as presidenciais. Foto: Paulo Ricca

O ex-presidente da câmara do Porto, Rui Rio, disse hoje no Bombarral que as comissões de inquérito da Assembleia da República descredibilizam este órgão, à excepção da que investiga a falência do Banco Espírito Santo.

"Vejam o descrédito que é uma comissão de inquérito da Assembleia da República em que cada partido vai fazer de uma maneira em função do que está em causa na comissão de inquérito. Isso descredibiliza completamente", afirmou Rui Rio.O ex-presidente da câmara do Porto e ex-deputado do PSD, considerou a comissão de inquérito ao caso BES uma excepção.
"A comissão de inquérito à falência do BES é das poucas coisas que tem prestigiado a Assembleia da República desde há muitos anos para cá, porque o que está ali em causa não é propriamente atacar o partido A ou o partido B, mas a assembleia a procurar descobrir e a inquirir sobre algo que foi dramático para o país, sem preocupações de 'partidarite', colocando o povo ao lado da assembleia", disse.
Rui Rio falava da necessidade de alterar o sistema político para aproximar os cidadãos da política, durante um jantar-conferência da academia de formação de jovens autarcas, que decorre durante o fim-de-semana no Bombarral, promovida pela distrital de Leiria da JSD.
A reforma do sistema político foi também preconizada pelo vice-presidente do PSD, Marco António Costa.
"A democracia tem de se fortalecer numa altura em que os nossos adversários não têm projecto para apresentar, se refugiam permanentemente na busca de pequenos casos para marcar a agenda política nacional na esperança de, caso a caso, conseguirem chegar a 06 de Junho e talvez em 06 de Junho conseguirem um prolongamento de prazo para não terem de apresentar um projeto ao país", afirmou.
Ao contrário, disse que o PSD está a trabalhar em documentos estratégicos com vista à elaboração do programa eleitoral para as próximas legislativas, cujas prioridades vão para a criação de emprego e para a economia social.