Versão portuguesa do Shark Tank estreia-se este sábado

Ao longo de 13 episódios, cinco investidores apostam (ou não) em empreendedores.

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Com seis temporadas nos Estados Unidos e sucesso mundial reconhecido, Shark Tank arrecadou, em 2014, um Emmy numa categoria disputada por programas como O Colega Misterioso ou Os Caçadores de Mitos e o prémio da Critics Choice Television para Melhor Série de Reality TV, acumulando outras tantas nomeações desde 2012. Os empresários Robert Herjavec, Kevin O'Leary, Daymond John, Mark Cuban, Barbara Corcoran, Lori Greiner e Kevin Harrington já passaram pelo elenco de "tubarões" da edição norte-americana.

Em Portugal, a fase de selecção dos candidatos começou em Outubro de 2014. Tiveram de enviar um vídeo com a duração de cinco minutos, considerada a "parte mais importante da sua candidatura”. E para se ser escolhido para a fase seguinte era “importantíssimo conhecer bem os números do seu negócio", explica a produção.

Depois, frente a frente com os temidos "tubarões", é necessário que os candidatos tenham um discurso claro e apelativo sobre os conceitos do seu negócio, de forma a conseguirem convencer pelo menos um dos investidores a serem seus sócios e a cederem o capital necessário, bem como contactos e experiência, para o negócio arrancar ou subsistir.

O programa está vocacionado para empresas já existentes, mas é possível apresentar apenas uma ideia de negócio ou produtos patenteados que ainda não tenham sido lançados no mercado. São esperadas ideias geniais, criativas e, certamente, algumas absurdas.

Shark Tank parte do pressuposto de que “uma simples ideia pode ser transformada num negócio", explicou Mário Ferreira na conferência de imprensa de apresentação do programa que decorreu esta quinta-feira em Lisboa. O presidente executivo da Douro Azul é um dos cinco "tubarões" que, juntamente com João Rafael Koehler (administrador executivo da Colquímica), Miguel Ribeiro Ferreira (presidente do grupo Fonte Viva), Susana Sequeira (fundadora e administradora da MSTF Partners) e Tim Vieira (administrador executivo da Special Edition Holding), irão conduzir o programa que vai para o ar todos os sábados à noite.

Durante a gravação da série de 13 episódios que agora irão para o ar, os cinco “tubarões” foram surpreendidos pela “criatividade dos portugueses”. Apareceram candidatos vindos dos mais diversos pontos do país e do estrangeiro, de diversas faixas etárias e com diferentes situações económicas. Alguns, como recorda Miguel Ribeiro Ferreira, até tiveram a ideia de propor a criação de um museu erótico. Mas a forma como o negócio estava estruturado inviabilizava o seu sucesso, acrescentou. Neste programa, muitas vezes, a concretização do negócio depende unicamente da apresentação que os candidatos fazem frente aos "tubarões" e das pessoas que escolhem para os acompanhar.

Nesta primeira temporada portuguesa, os "tubarões" investiram das suas fortunas cerca de três milhões de euros, sem carácter definitivo, pois, após fecharem o negócio com os concorrentes em que apostaram, existe um período de 90 dias para que seja comprovada a veracidade das propostas, a carteira de clientes que os candidatos dizem ter ou até as patentes efectivas. Sobre o futuro das parcerias feitas no programa João Rafael Koehler explicou que só a longo prazo, “daqui a um ou dois anos", é que os “tubarões” saberão se tomaram ou não uma boa decisão ao apostar nos empreendedores.