Ministra da Agricultura diz que dinâmica do sector é “mais do que uma moda”

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Assunção Cristas Pedro Cunha

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, destacou nesta sexta-feira os resultados do trabalho que desenvolveu no Governo nos últimos três anos, defendendo que a dinâmica evidenciada pelo sector é mais do que uma moda.

"A agricultura em Portugal não é uma moda, tem presente e tem futuro. As modas vêm e vão, tendem a passar. Nós temos um trabalho reconhecido, interna e externamente, numa acção de trabalho concertada nacionalmente nos últimos anos, nos vários níveis de governação", afirmou a governante, na cerimónia de inauguração do Edifício Engenheiro Luís Bairrão, nova sede da Associação de Agricultores dos concelhos de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação.

Perante um edifício apinhado de agricultores, autarcas, dirigentes associativos, políticos e populares, Assunção Cristas apresentou alguns números que reflectem o trabalho desenvolvido nos três anos em que tutelou das pastas da Agricultura e do Mar, e que, no seu entender, “demonstram um dinamismo enorme” de um sector que sustenta “a recuperação da economia" nacional.

"Se o ano 2014 foi o melhor ano nas exportações portuguesas, batendo os recordes dos anos anteriores, o sector agrícola e agro-florestal tem-se comportado ainda melhor do que tudo o resto", afirmou Cristas.

A governante exemplificou com números que "apontam para que, em 2014, o crescimento das exportações de bens se situe na casa dos 1,9%", tendo feito notar que, "no sector agro-alimentar, esse crescimento foi de 7,8%".

Por outro lado, acrescentou, "no conjunto da economia, as importações subiram ligeiramente mas, na área agro-alimentar, diminuíram 2,9%".

Assunção Cristas disse ainda que "hoje, em Portugal, por cada empresa que fecha, duas abrem portas. No setor agro-alimentar, por cada empresa que fecha, 6,7 abrem portas", números que, defendeu, "provam o dinamismo enorme" do sector.

"Hoje, três anos depois de eu ter assumido este cargo, nós reduzimos o défice agro-alimentar em 1,3 mil milhões de euros. É muito dinheiro", frisou, tendo lembrado que, em 2014, a redução foi de 683 milhões.

"É muito dinheiro e é muito trabalho de todos" afirmou, tendo destacado a "resiliência e a ambição de todos os profissionais" do sector.

A ministra da Agricultura lembrou ainda a importância da "passagem de testemunho para as novas gerações", no âmbito do rejuvenescimento profissional do sector, tendo destacado a "instalação de 7500 jovens agricultores em Portugal", no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio (QCA), que está a terminar.

"No QCA que está a terminar, e que vai ter em breve uma execução de 100%, instalaram-se mais jovens agricultores do que em todos os outros QCA anteriores, e, com eles, houve um investimento associado de 9 mil milhões de euros", concluiu.

Fundada em 1985 e com cerca de 400 associados, a Associação de Agricultores de Abrantes, Constância, Sardoal e Mação investiu cerca de 150 mil euros na construção da sua primeira sede própria, na antiga escola primária de Arrifana, no espaço territorial da União de Freguesias de Rossio ao sul do Tejo e São Miguel, em Abrantes, espaço que foi hoje inaugurado por Assunção Cristas, quase 30 anos após a fundação.