PACC não devia ser pública, diz presidente do IAVE

Fenprof diz que há um efeito explosivo na combinação de aumento da idade de reforma e do número de horas de aulas dos professores
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Fenprof diz que há um efeito explosivo na combinação de aumento da idade de reforma e do número de horas de aulas dos professores Nuno Ferreira Santos

Sem adiantar datas para a realização da componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), que se prevê que seja em Fevereiro, o presidente do Instituto de Avaliação Educativa – IAVE, Hélder Sousa, garante que vai ser conhecida uma matriz antes da prova, mas critica o facto de o exame ser conhecido publicamente, ao contrário de outros sistemas.

Para Hélder Sousa, o sistema “é um bocadinho anacrónico do ponto de vista da eficiência”: “É extremamente caro e, do ponto de vista da qualidade das avaliações, nada nos dá a ganhar quando comparado com sistemas não públicos, onde as provas não são conhecidas, como acontece na maior parte dos países mais desenvolvidos. É um sistema que comporta em si mesmo enormes riscos.”

Para o presidente do IAVE, “qualquer falha, qualquer erro, é imediatamente cavalgada por quem é contra a avaliação ou contra os exames”. Além disso, nota, “os processos de verificação, por muito sofisticados que sejam, não são nunca infalíveis”. Garante que, noutros países, como a Holanda, em que há “provas públicas”, a existência de um item errado leva à redistribuição da cotação da prova, o que “é visto socialmente como um processo absolutamente natural”.