Editorial

Figo e o mérito de ser alternativa

Quando Joseph Blatter assumiu a presidência da FIFA, em 1998, poucos imaginariam que o seu consulado se perpetuaria tanto (já leva 17 anos no cargo, sendo o terceiro presidente mais tempo em funções, só superado por Jules Rimet e João Havelange). Um longo “reinado” baseado numa teia de compromissos e numa rede de influências que Blatter soube construir graças ao crescente poder económico da FIFA. Muito por causa disso, nem as polémicas declarações que durante anos foi proferindo, nem os escândalos que de forma cada vez mais insistente têm vindo a afectar a FIFA fizeram tremer Blatter na presidência. Luís Figo propõe-se agora enfrentar esse estado de coisas, juntando-se a outros nomes, mais ou menos credíveis, na corrida à presidência da FIFA. Para já, o português tem o mérito de sair da sua zona de conforto e personificar uma alternativa. Quanto ao resto, será preciso esperar pelas ideias que Figo tem em relação ao que deve ser o organismo que gere o futebol mundial.