Medeiros/Lucas cantam mar dentro, filmados por Gonçalo Tocha

O álbum dos açorianos Medeiros/Lucas chega em Março. Canção do mar aberto é o primeiro single e o vídeo respectivo é agora revelado num exclusivo para o PÚBLICO.

Antes tivemos o Experimentar Na M’Incomoda, esse magnífico regresso ao cancioneiro tradicional açoriano feito por Pedro Lucas, que o devolveu ao presente, filtrado por tecnologia e sensibilidade modernas. Do encontro das recolhas e das vozes de Carlos Medeiros ou Zeca Medeiros com a as baterias, guitarras, teclas e electrónica compostas por Lucas resultou música preciosa, intemporal.

Agora, a viagem é outra. Agora já não é o Experimentar Na M’Incomoda que nos ofereceu o homónimo álbum de estreia, em 2011, e 2: O Sagrado e o Profano, editado no final de 2012. Pedro Lucas, açoriano hoje habitante de Copenhaga, juntou-se a Carlos Medeiros, o açoriano que dera a Lucas inspiração para criar o Experimentar – encontrou-o no álbum daquele de 1998, O Cantar Na M’Incomoda. Baptizaram-se Medeiros/Lucas e o resultado é Mar Aberto, álbum que fomos entrevendo em raras apresentações ao vivo, e que conheceremos completamente quando da edição a 2 de Março. O álbum será apresentado em concerto no dia 19 de Março, no Musicbox.

Para nos introduzir no seu universo, temos agora Canção do mar aberto. Descobre-se a canção e seguimos o vídeo, disponibilizado em exclusivo pelo PÚBLICO. Gravado entre Lisboa e o mar açoriano, foi realizado por Gonçalo Tocha, o autor de filmes como o celebrado É na Terra, não é na Lua ou Balaou

Em Mar Aberto, editado em parceria pela Lovers & Lollypops e pelo Musicbox-CTL, teremos Carlos Medeiros cantando com a sua voz plena, de uma funda serenidade, e Pedro Lucas arranjando e tocando a guitarra eléctrica. Para os apoiar, foram convocados diversos colaboradores, como Mitó Mendes, da Naifa, o percussionista Ian Carlos Mendoza, Pedro Gaspar, dos Bandarra, Gil Alves, habitual acompanhante de Zeca Medeiros, ou Augusto Macedo, da banda de Selma Uamusse.

Medeiros e Lucas apresentam-se como “dois marinheiros, réus convictos de trocar as voltas às tradições atlânticas”: “Roubaram palavras a outros, que as usam melhor, e deram-lhes melodias da marinhagem que nunca fizeram”. São, definem-se “dois Quixotes” vogando “entre os mares do Atlântico e as costas do Mediterrâneo”. 

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