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Tatuagem-sensor detecta níveis de glicose sem picadas

Cientistas da Universidade da Califórnia estão a desenvolver uma alternativa aos tradicionais testes de glicose. Resultados são promissores

É um dispositivo ultra-fino, flexível e aplicável na pele como uma tatuagem colante temporária. A novidade? O sensor que contém pode medir os níveis de glicose sem que sejam precisas picadas nos dedos.

Joseph Wang e os colegas tinham como pano de fundo a ideia da diabetes ser uma doença que afecta milhões de pessoas em todo o mundo e que, para ser devidamente controlada, exige uma verificação regular dos níveis de glicose. Como a forma mais comum de medição envolve picadas e alguma dor, alguns pacientes mostram-se relutantes em fazer a vigilância.

Foi aí que a ideia de Wang surgiu: encontrar um dispositivo que fosse eficaz e não fosse doloroso. A plataforma que estão a testar consegue detectar a glicose no fluído logo abaixo da pele e, acreditam os cientistas da Universidade da Califórnia, "é um passo promissor para testes de glicose não invasivos para pacientes com diabetes". 

Para já, a tatuagem-sensor dura apenas um dia. Mas os investigadores estão a trabalhar para desenvolver um dispositivo mais duradouro que seja igualmente barato. 

Os testes preliminares feitos em sete voluntários saudáveis mostraram, para já, que o nível de glicose é detectado com precisão, mas ainda não consegue detectar números precisos de substâncias no sangue. Além do controlo de pacientes com diabetes, esta tatuagem-sensor pode ser útil para pessoas com doença renal.