A homenagem dos cartoonistas

A resposta ao ataque no Charlie Hebdo tem-se feito pelo desenho um pouco por todo o mundo. Não há medo que faça arrumar o lápis.

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Rob Tornoe (Philadelphia Inquirer)
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Steve-Bell (The Guardian)
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MacLeod ( Evansville Courier and Press)
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David Pope (The Canberra Times)
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Christian Adams
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Loïc Sécheresse
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Malaimagen
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Chappatte
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Ruben L. Oppenheimer (Holanda)
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Tjeerd Royaards
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Neelabh Banerjee
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Carlos Latuff
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Oriol Malet
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D'après Banksy/Lucille Clerc
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Delize
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Francisco J. Olea
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Jean Jullien
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Ann Telnaes (The Washington Post)
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JMo
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Joep Bertrams (Holanda)
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Martin Vidberg
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Michael Shaw (New Yorker)
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Nono (Le Télégramme)
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Philip DeFranco
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Plantu (França)
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Matt (Telegraph)
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The Sparrow Project
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Tomi Ungerer
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Tommy (New York Times)
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Varvel
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Bernardo Erlich
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Zep
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Ygreck
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Magnus Shaw
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Tom Toles (The Washington Post)
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Geluck
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Miguel Villalba Sánchez (Espanha)
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Rafael Mantesso
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Rémi Malingrëy
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Tom Toles (Washington Post)
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Jean Duverdier
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Simon Giraudot («Gee»)
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Alex (França)
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Danziger
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DR
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Ares
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Tifanny Cooper
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Cecigian
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Ferran

Depois do ataque terrorista ao Charlie Hebdo multiplicaram-se as homenagens às vítimas e ao jornal. Nas redes socias tornou-se viral a hashtag #JeSuisCharlie, geralmente acompanhada de uma imagem. A revolta ganha forma em cartoons. Não há medo que faça arrumar o lápis, arma poderosa que aparece representada em quase todos os desenhos.

Pouco tempo passava do ataque terrorista ao jornal francês que causou 12 mortos, incluindo os quatro cartoonistas Wolinski, Cabu, Tignous e Charb, e já nas redes sociais começavam a aparecer os primeiros cartoons. As mensagens que se partilham são não só de solidariedade mas de revolta. A intenção é mostrar que não há ataque à liberdade de expressão que os faça parar.

Lápis comparados a armas, lápis que sangram, referências ao 11 de Setembro. Há um pouco de tudo. Os cartoons de tom sério e os que brincam, tal como Wolinski, Cabu, Tignous e Charb faziam no Charlie Hebdo. “Oh não, eles não”, lemos no desenho do cartoonista francês Tommy. Quem o diz é Deus ao ver chegar os quatro cartoonistas.

Também se lêem lamentos: “O mundo pôs-se tão sério que o humor é uma profissão de risco”, lê-se no cartoon de Bernardo Erlich. Enquanto Chappatte, num cartoon para o New York Times, escreve que “sem humor estamos todos mortos”.

A ironia marca também o tom: “Ele desenhou/desembainhou primeiro”, diz um terrorista ao lado do corpo de um homem no desenho de David Pope.

Há um cartoon, uma imagem, que não precisa de palavras para representar aquilo que está acontecer, um dia depois do ataque. Um terrorista com uma série de lápis, canetas e pincéis apontados à cabeça. O desenho é de Rob Tornoe, do Philadelphia Inquirer. A resposta é de todos aqueles que lutam pela liberdade de expressão, pela liberdade de imprensa.

Um dos mais partilhados desenhos alusivos ao ataque ao semanário satírico mostra, em três níveis/momentos: um lápis intacto "ontem"; um lápis partido "hoje"; dois lápis que renascem dessa quebra "amanhã". A ilustração foi partilhada numa conta de Instagram atribuída a Banksy (cuja identidade é desconhecida), um dos mais conhecidos street artists do mundo, mas os seus representantes já garatiram ao diário britânico The Independent que não se trata de um trabalho do writer de graffiti. A ilustração em causa será da autoria de Lucille Clerc.