À procura do amor-próprio

O público pediu, a oferta multiplicou-se. As palestras motivacionais estão por todo o lado, quase todas focadas no “poder pessoal” do indivíduo. Quem assiste diz que encontrou o “click” que faltava para mudar a vida. Nem que seja apenas por umas horas.

A crise e o desemprego trouxeram preocupações acrescidas, fizeram repensar hábitos, alteraram equilíbrios. Nas redes sociais, em blogues e páginas pessoais, partilham-se fórmulas de vida, frases inspiradoras, cursos, conferências, mais ou menos profissionais. Da Internet passa-se para a vida real e os hotéis enchem-se de eventos que prometem mudança pessoal e profissional.

A voz de Margarida ergue-se tímida no meio da sala. “E quando é um filho?”, pergunta baixinho. Gustavo Santos, escritor, orador, conhecido do público por apresentar o programa Querido Mudei a Casa, aproxima-se. Estão 130 pessoas a ouvi-lo neste último sábado de Outubro, num hotel em Lisboa. “Mal de ti se o teu filho for a tua vida. Porque vais assumir como culpa tua todos os fracassos que tiver”, responde. Margarida insiste, num tom de quem já fez tudo o que podia. “E se for um filho que tem como missão estar sempre em choque? Que tem um feitio horrível?” Gustavo insiste. Olha duro para ela, aponta-lhe o dedo. Margarida ouve-o. Meia-idade, cabelo meio desalinhado, pintado de loiro. “O teu foco está em que ele mude. Culpa-o de alguma coisa? De certeza, Margarida. Ele pode estar entupido de ser responsabilizado por coisas que acha que não tem de assumir.” Faz-se silêncio na sala.

Gustavo Santos prossegue a palestra, anunciada pelo Facebook aos seus mais de 79 mil seguidores, com o mote “Tu és capaz”. Preço: 20 euros. Já escreveu sete livros e nos últimos três anos tem feito carreira como orador motivacional. Deu centenas de conferências. E de salas de hotel vazias passou a discursar em concorridos eventos, numa tendência que, nos últimos anos, tem vindo a alastrar-se. Se nas grandes empresas há muito que se generalizaram as conferências para motivar trabalhadores (sobretudo de equipas comerciais), para o público em geral a oferta parece ter florescido. “Sinto que as pessoas querem ser inspiradas num ponto da sua vida que está mais estagnado. Mas o que querem mesmo saber é: ‘Como é que me posso colocar em primeiro lugar?’ Essa é a questão básica para mim”, conta à Revista 2.

João Paulo Pereira, presidente da Associação Portuguesa de Saúde Ocupacional (APPSO), confirma que “há mais procura, logo, mais oferta”. “As pessoas estão ávidas de encontrar soluções e querem perceber os motivos para estarem a passar por determinados acontecimentos na sua vida”, sublinha. Num estudo recente, a APPSO analisou quase 33.900 trabalhadores ao longo de três anos e concluiu que, em 2013, 15% dos inquiridos apresentavam sinais de esgotamento, quando em 2008 a percentagem era de 9%. À linha SOS Voz Amiga chegaram 1100 pedidos de ajuda nos primeiros seis meses do ano, todos relacionados com situações de sofrimento, depressão e risco de suicídio. A instituição diz que a relação entre as pessoas se foi degradando, as relações familiares e entre amigos estão em conflito.

A crise e o desemprego trouxeram preocupações acrescidas, fizeram repensar hábitos, alteraram equilíbrios. Nas redes sociais, em blogues e páginas pessoais, partilham-se fórmulas de vida, frases inspiradoras, cursos, conferências, mais ou menos profissionais. Da Internet passa-se para a vida real e os hotéis enchem-se de eventos que prometem mudança pessoal e profissional. A religião coloca Deus no centro. Aqui, o indivíduo é considerado o protagonista.

Nesta sala de hotel, há muitas mulheres. Estão bem vestidas, arranjadas, com maquilhagem cuidada, jovens na casa dos 20, mães de filhos pequenos, mulheres com os filhos criados. “Levamos uma vida bastante stressada, cheia de complicações. As pessoas colocaram outras coisas à frente, como o trabalho ou a realização pessoal e, a certa altura, ficam desanimadas com a vida que levam. Vir é um pedido de ajuda. É procurar motivação. E não a podemos encontrar em quem nos rodeia, porque todos estão assim”, descreve Filomena Saldanha, que veio de Leiria com a filha. Gonçalo Pinto, um estudante de Gestão Hoteleira, vai gravando a palestra com o iPhone pousado em cima da cadeira. Está atento, bebe as palavras do apresentador de televisão que confessa admirar. “Espero mudar alguma coisa na minha vida. As palavras dele são muito inspiradoras.”

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Desde há três anos que Gustavo Santos tem vindo a fazer carreira como orador motivacional enric vives-rubio

Numa das filas, uma mãe vai tentando distrair a filha com o telemóvel. Abana a cabeça à medida que Gustavo fala, em sinal de aprovação, absorvendo cada palavra. Todos os olhares estão postos no orador, as cabeças seguem a sua movimentação na sala, observam todos os gestos ora em silêncio, ora respondendo às questões que vai lançando. Ana, mãe de três filhos, conta em voz alta que a sua vida mudou há sete meses depois de se ter divorciado. “Descobri onde estava o amor da minha vida. Sou eu”, declara com solenidade, arrancando aplausos entusiásticos da audiência.

No palco, Gustavo vai contando a sua experiência pessoal. “A nossa felicidade depende única e exclusivamente de nós. Eu sou o único responsável pelas minhas escolhas”, diz, recordando que já deu palestras para apenas duas pessoas e que, há pouco mais de um mês, teve uma audiência de 1300. Ressalva que mudar tem um preço, não é fácil, e por isso “é só para alguns”. “Temos de nos assumir como seres vulneráveis”, começa por dizer. Primeiro, há que sair da zona do conforto, depois ter resistência para enfrentar os outros (“vão-nos cobrar”). Só depois “passamos à acção e, por fim, à superação”. “Para resistir, temos de saber quem somos.” É directo no discurso. “Nós somos os únicos responsáveis pelo estado em que se encontra a nossa vida. Ou escolhemos, ou permitimos que escolham por nós. Quando oiço alguém dizer que não gosta do que faz, respondo: ‘Então não faças.’ Se não há outra hipótese, então acrescenta um hobby à tua vida”, exemplifica.

Margarida Inácio, 46 anos, assistente administrativa, veio à procura de inspiração. “Acho que o nosso amor-próprio é muito esquecido. Não só pela educação que recebemos, como pelas exigências profissionais ou o papel que desempenhamos na sociedade. Acabamos por nos esquecer de nós e por viver sempre para o amanhã. Se vivêssemos para o ‘hoje’, muitos dos nossos medos desapareceriam.” No final das mais de duas horas de sessão, diz ter confirmado “uns pontos e clarificado outros”.

“Mudar não é fácil e muitas vezes implica processos de trauma. Eu estive casada 19 anos, tenho dois filhos e divorciei-me contra o peso da família e da sociedade. O meu marido era deficiente motor e foi como se o estivesse a abandonar. A abandonar alguém que precisava muito. Mas tomei a decisão contra tudo e contra todos e sem saber se era capaz de fazer este processo mantendo a minha saúde emocional”, conta, acrescentando que teve ajuda médica.

A palestra já terminou e Gustavo Santos está mais duas horas a dar autógrafos. A fila parece não terminar e muitos seguram na mão exemplares dos livros que escreveu. Tiram-se selfies sorridentes. Dão-se abraços. “Só consegues inspirar se falares a tua verdade, que é sempre uma história de sucesso ou insucesso. Quando vens a uma conferências destas com um teórico, que não o viveu… Isso para mim não é nada. Para vir aqui, é preciso admitir que se falhou”, conta à 2. Garante que não dá fórmulas prontas a usar. É a experiência dele em cima do palco. Não está a vender banha da cobra, garante. “Sim, esta actividade é mal vista. Acusaram-me várias vezes de estar a vender banha da cobra, mas não assistiram a nenhuma palestra.”

Há muito tempo que Filipa Gonçalves, 40 anos, funcionária pública, estava à procura do tal “click”. “Era uma pessoa depressiva, culpava o meu marido, a minha mãe, o meu pai, por estar em baixo, por ser depressiva. Coisas de que ninguém tinha a culpa.” Fez um curso de reiki porque quis fazer “qualquer coisa” por ela própria. “Um dia, há cerca de um ano, estava no Facebook quando o Gustavo colocou um post sobre um workshop. Pesquisei sobre ele e pensei que podia ser interessante”, conta. Durante um dia esteve numa sala com mais 30 pessoas, numa sessão que classifica como “tratamento de choque”. “Eu chorei e ri. Saí a pensar em tudo o que ele disse. Eu não era o ‘número um’. O ‘número um’ eram todas as pessoas que me rodeavam. Cheguei a casa e avisei que ia mudar.” A primeira decisão foi deixar de telefonar à mãe, religiosamente, todos os dias. Era uma obrigação.

“Os meus pais foram morar para longe, por isso, durante cinco anos liguei todos os dias. Depois da sessão, deixei de o fazer. Sou casada, tenho uma filha, não tenho de ser submissa. Se gostam de mim, também têm de me telefonar. Agora, só ligo quando tenho vontade”, conta. O workshop deu-lhe o impulso para mudar, mas Filipa já sabia o que queria. Queria trabalhar perto de casa e conseguiu. Queria tirar o curso de cabeleireira e inscreveu-se. Queria emagrecer e está a fazer dieta. “Eu era uma vítima. Andei em psicólogos e psiquiatras, as pessoas diziam-me que ia passar. Mas não era disso que eu precisava.”

João Paulo Pereira não quer fazer generalizações. Mas lembra que a qualidade das conferências “tem de se medir pelo impacto”. “Não é por ir a uma palestra e ouvir falar de casos de sucesso que se muda. Só isso não chega. Uma palestra gera inquietude e vontade de fazer qualquer coisa, mas essa energia acaba por se perder facilmente”, defende, comparando estes eventos a um fósforo que depressa se apaga. “Quando as pessoas tentam transportar esta inspiração para o dia-a-dia, não são capazes. E mantêm todo um ciclo de tristeza e motivação”, ressalva.

José Micard Teixeira admite que quatro em cada cinco pessoas desistem. Para o ex-gestor da Sonae (grupo que detém o PÚBLICO), a mudança real implica resistência “e luta contra tudo aquilo que tem poder: pais, marido, filhos, patrão”. “O que estou a dizer às pessoas é como se podem questionar. Não prometo nada”, esclarece à 2, pouco antes de iniciar uma palestra intitulada “A tua atitude dita a tua vida. Como conseguir mudá-la?” Preço: 10 euros.

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José Micard Teixeira deixou uma carreira de gestor para se dedicar ao "life coaching" miguel manso

Conhecemos Micard através de Sónia Ribeiro, que encontrámos na conferência de Gustavo Santos. Aos 40 anos, esta administrativa do Porto acompanhou de perto o aumento da procura. Esteve na primeira palestra do apresentador de televisão e, garante, foi com ele que percebeu qual era a sua “missão de vida”. Hoje é ela quem organiza a logística das conferências, não só de Gustavo Santos, mas também de José Micard Teixeira. No seu cartão-de-visita, descreve-se como “promotora de felicidade”.

“Nota-se que as pessoas estão à procura de alguma resposta e procuram muito esta ajuda. Por aquilo que vejo, é como se sentissem que falta alguma coisa. Até podes ter emprego, até podes ser feliz, mas é preciso ter paixões”, conta, acrescentando que a religião “não nos coloca em primeiro lugar” e que isso “não é ser egoísta”. É ser feliz.

José Micard Teixeira deixou uma carreira de gestor para se dedicar ao coaching, em concreto, ao life coaching, um acompanhamento mais orientado para a vida pessoal. “Comecei a pressentir que estava em sofrimento e, para mim, pior do que sofrer um ano, é sofrer um ano e um dia. A motivação era pouca ou nenhuma, levantava-me cansado e deitava-se cansado. A vida teve o condão de me atirar para uma depressão”, relata. Depois de seis meses em casa, regressou ao trabalho, mas passou os dois anos seguintes “angustiado”. Percebeu que já não era feliz.

Despediu-se e começou a dar “consultas individuais que se assemelhavam a coaching”, que divulgava através de panfletos e amigos. “Aquilo deixava-me motivadíssimo. Mas a vida está-se borrifando. Quer que sejamos decididos. E dois anos depois acabou-se o dinheiro que tinha juntado depois de sair da Sonae”, recorda. Deixou a casa, o Volvo, comprou um Fiat Punto, pediu ajuda. “A noção de felicidade nunca pode ser uma meta. Tem de ser hoje. É uma atitude de honestidade, gratidão e humildade”, vai dizendo. Agora, dá consultas em três espaços e palestras a cada 15 dias por todo o país. Também tem um programa para empresas e escreveu quatro livros (o primeiro chama-se Aprenda a Viver sem Medo).

No Facebook, escreve diariamente pensamentos em português e inglês. “Já consigo viver desta actividade. Acredito que ainda há uma fatia muito grande de pessoas que desconhece. E há quem não consiga suportar o preço das consultas.”

Tânia Tavares, 35 anos, técnica de segurança e higiene no trabalho, veio ouvir José Micard Teixeira porque queria perceber “até que ponto” pode mudar “algumas coisas” na forma como olha “para as coisas”. “É apenas de interesse humano e é a primeira vez que venho a este tipo de palestras”, conta. Ao seu lado, João Tiago, cardiopneumologista de 35 anos, também veio de mente aberta. “Não é que me sinta menos feliz ou menos realizado. É uma questão de evolução pessoal, de poder aprender algo na vida. Se o que aprendemos nos ajuda a tornar mais completos e realizados, então é bom”, resume.

O orador já tirou o casaco e entra na sala ainda a beber café, que, confessa, não dispensa depois de almoço. Agradece às 25 pessoas que vão assistir ao evento, já sentadas e ainda de casacos vestidos, muito direitas nas cadeiras de plástico. Lá fora chove. José Micard Teixeira desliga a luz e a sala fica mergulhada numa ténue penumbra. Nem todos gostam da opção. Pedem para que ligue de novo as luzes, mas o orador diz que gosta do ambiente intimista.

“Não vou dizer nada que já não saibam. Vou falar da minha verdade, só da minha verdade”, começa. Deixa claro que “é bom”. “Não me levem a mal. Sou muito bom naquilo que faço. Porque o que faço dá-me prazer. Não venho aqui por vocês, venho porque me dá prazer.”

Fala descontraído, gesticula muito, alternando o tom de voz, com momentos mais intensos e outros mais calmos. A audiência olha-o com expectativa, à espera da revelação, da inspiração perdida. “O nosso lema é fugir. Fugimos todos os dias. Mas quando estamos no caminho errado, a vida faz-nos parar.”

O conteúdo não é muito diferente. A mensagem do “poder pessoal” está lá. Muda a estratégia de comunicação. “Uns de forma mais espectacular, outros não. O discurso motivacional tem técnica, tom de voz, postura, os timings em que a tonalidade deve ser mais alta ou baixa, a própria linguagem… As pessoas aderem, claro. Estão ávidas de procurar o tal elixir, esquecendo-se de que o elixir está dentro delas e que é preciso alguém que, com elas, descubra”, defende João Paulo Pereira, para quem os resultados surgem, sobretudo, com um acompanhamento continuado.

Beatriz Rubio, por exemplo, distingue-se pela exuberância. Elegante, cabelos louros compridos, voz confiante. O palco é dela. Na audiência estão apenas mulheres. Inscreveram-se para uma palestra dividida em três sessões, que incluem aconselhamento de nutrição, automaquilhagem e cabeleireiro. Preço: 30 euros.

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Beatriz Rubio é presidente executiva da Remax e criou a Motiva-te, com uma mensagem: “O poder pessoal é aquela energia interna que nos faz vibrar e nos faz ir muito mais além.” daniel rocha

“O poder pessoal é aquela energia interna que nos faz vibrar e nos faz ir muito mais além. Tem de ser a nossa base. Vivemos numa sociedade em que 30 segundos bastam para nos julgarem”, diz ao pequeno grupo, já maquilhado e penteado. A também presidente executiva da Remax começou a fazer palestras para a sua própria empresa, numa altura em que a queda do crédito bancário e a crise imobiliária quase congelaram o negócio.

“De Agosto de 2008 a início de 2009, não se fez uma única escritura. E tenho três mil pessoas que ganham à comissão. Por muito que digas ‘vai passar’, ninguém sabe quando. E nunca mais passou”, recorda. Com a moral dos colaboradores em baixo, Beatriz Rubio começou a organizar palestras mensais. “Dizia: ‘Foca-te em ti, nas tuas qualidades’”, exemplifica. Em 2010, a imobiliária teve o “melhor ano de sempre”. E Beatriz começou, depois, a ser convidada por outras empresas para motivar trabalhadores. Criou a Motiva-te, organização dedicada às palestras, e com o dinheiro que ganha nestes eventos empresariais suporta os custos das sessões gratuitas que também faz para o público em geral. “A mensagem que passo é: eu sou mulher, sou espanhola e eu consegui. E vou entrando no fundo do coração das pessoas, trabalhando as emoções, fazendo muitos picos de entrada e saída. Quando queremos passar uma mensagem, temos de chegar às emoções”, ilustra.

Ana Maria Ricardo, bancária de 58 anos, identifica-se com o discurso. Procura uma injecção de auto-estima e assistiu às três sessões dedicadas ao público feminino. “É um tempo só para mim, em que não tenho o telefone a tocar. Estou centrada no que acho que posso melhorar. Não quer dizer que nunca tenha lido ou ouvido estas coisas, mas é uma forma de puxar para o momento presente as coisas importantes que às vezes esquecemos”, conta.

Quando fala para o público, Beatriz Rubio dá conselhos que, diz, são baseados na sua experiência. “Eu já testei. Se fosse só formadora teórica, não sei se me atreveria a dizer as coisas de forma tão convincente.” Para as empresas, a palestra é em si um espectáculo. Chegam a estar mais de 2500 pessoas na assistência. Na mais recente conferência que fez para a Remax, no Casino do Estoril, levou uma banda. O objectivo era “vitaminar” os 900 colaboradores presentes. Depois de os convencer a dançar em cima do palco ao som de Happy, de Pharrell Williams, falou da “vitamina interior”, mais potente e eficaz do que um medicamento. Lançou pistas de reflexão, pediu a quem a ouvia para “recuperar os sonhos”. “Façam três perguntas a vocês próprios: onde estou? Onde quero estar? Como consigo lá chegar?”

O mote era passar à acção. E num crescendo auxiliado pelas luzes e pela música, Beatriz Rubio anunciou: “Vamos criar uma experiência transformadora. Eu quero que sintas que és capaz! Vamos partir tábuas!” E assim foi. Os participantes subiram ao palco e partiram tábuas com as próprias mãos. Tudo ao som de Eye of the Tiger, dos Survivor, a música que marcou o filme Rocky III.