O Natal cabe todo em Perlim, numa quinta mágica, à sombra de um castelo

Parque temático de Santa Maria da Feira tem cowboys, agentes secretos e uma pista de gelo para celebrar a época festiva. Está aberto até 4 de Janeiro e já recebeu mais de 40 mil visitantes.

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Perlim, onde se fala a “língua dos pês” , já foi visitado por milhares de pessoas, 30% das quais oriundas de Espanha Nelson Garrido
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Marta Rodrigues era muito pequenina quando veio pela primeira vez ao parque temático de Natal na Quinta do Castelo, em Santa Maria da Feira. Tão pequenina que não se lembra de muita coisa. Agora é diferente. De olho arregalado, quer ver tudo o que lhe interessa em Perlim – Uma Quinta de Sonhos, o parque temático vestido de Natal dos pés à cabeça.

Há coisas a acontecer em muitos lados. Marta não se acanha e pede à mãe para fazer slide, porque neste parque também há espaço para desportos radicais. E no slide tem duas opções: travessia em trenó em pequeno slide e um grande slide com parede de escalada. “Slide é fixe, mas ainda não vi tudo. Quero ver o Pai Natal e ir ao sítio dos doces”, conta com um sorriso.

O pedido de Natal para este ano está feito. “É um tablet, mas não é de chocolate”, avisa Marta com os olhos postos na mãe. A mãe Amélia Pinto está com Duarte, de três anos, ao colo. Duarte ficou fixado nos escorregas à entrada e não tardará a perceber que o homem velhinho de barbas brancas está ali bem perto e disponível para sessões fotográficas. “Vou tirar uma foto com o Pai Natal e quero ficar com ela”, informa a despachada Marta. Amélia Pinto veio mais uma vez de Braga para mostrar um mundo encantado aos dois filhos. “Para entrar no espírito de Natal”, explica. Marta interrompe. “A minha mãe é enfermeira e está sempre a trabalhar”. Amélia sorri. A visita por Perlim ainda agora começou e as pernas não conseguem estar quietas. “A ideia é gira e há muita oferta neste espaço”, diz Amélia Pinto.

Além de slide, Perlim tem uma pista de gelo coberta para maiores de cinco anos acompanhados por adultos. É uma novidade que tem cativado muitas atenções. Patins nos pés e toca a deslizar. Não muito longe, há sonhos por contar. A história das marionetas Sebastião e Olívia termina com os dois irmãos muito contentes. Guilherme Veloso, de nove anos, de Vila Nova de Famalicão, conta-a por palavras suas. “Então é assim: O Sebastião acreditava no Pai Natal e a Olívia não. O Pai Natal chegou e a Olívia ficou muito espantada”. Nesta história de encantar, passa-se a mensagem de que a verdadeira felicidade mora no interior de cada coração e não tanto em embrulhos cheios de laços coloridos.

Em Perlim, fala-se a língua dos pês e, nas tabuletas indicativas dos lugares, há legendas nessa linguagem. Neste mundo encantado, onde vive a Pimpim, uma menina de voz doce, a Plim que cuida das estrelas e o Pim, a Pam e o Pum que zelam pela lua, há neve artificial, uma Lapónia com Pai Natal ao lado de uma quinta com cisnes, gansos e coelhos brancos. Há ainda um aviador que não pára quieto e que comanda um veículo com asas que deita bolinhas de sabão. E há uma aventura de cowboys, com os malvados irmãos Coyote a quererem roubar o ouro de Perlim. Plano que pode não seguir em frente. O xerife Estrela Dourada entra em acção e tudo termina como deve acabar. Com animação, música e bailarinas can-can.

Matilde Dinis, de 10 anos, da Mealhada, assiste com muita atenção ao que acontece no palco do velho oeste de Perlim. Os cavalos entram em cena e Matilde fica ainda mais contente. Os cavalos não são de brincar, são mesmo a sério. “Foi muito giro. Muito giro. Gostei da parte dos cavalos”, conta. O colega Bryan, de seis anos, está surpreendido com tanta animação. “Eu gostei mais da parte em que eles caíram”, confidencia. Bryan está pela primeira vez em Perlim e ansioso por ver como é o Natal numa quinta mágica. Põe-se a caminho com os coleguinhas da escola.

Não há apenas cowboys em Perlim, há também agentes secretos que prometem descobrir o misterioso desaparecimento da violoncelista do casaco vermelho que inspira este Natal. Perlim tem também um castelo, real e não imaginário, que é um castelo de cartas em que a Alice do país de todas as maravilhas aterra e onde acontecem coisas surpreendentes. É Natal e tudo é possível. E será que Alice consegue encontrar o caminho de regresso a casa? A ver vamos. Em Perlim, há também uma casa doce, feita de chocolates, onde vivem os irmãos João e Maria que têm uma história para contar. Também aqui há sentimentos que acabam por vir ao de cima. Até porque no Natal há mais ingredientes do que doces e presentes. Há a amizade, o amor, a família.

O parque temático de Natal de Santa Maria da Feira abriu as portas com novos conteúdos, novos espectáculos em palco cobertos para que aconteçam faça sol ou faça chuva. O tempo tem ajudado e, até ao momento, mais de 40 mil visitantes passaram por Perlim. No primeiro fim-de-semana, 30% das entradas foram compradas por espanhóis. A campanha de divulgação de Perlim na Galiza deu os seus frutos.

Paulo Sérgio Pais, director-geral da empresa municipal Feira Viva, garante que as “expectativas são muito boas” e que fazer sonhar continua a ser o grande motor desta iniciativa que pretende arrancar sorrisos a miúdos e graúdos. As portas estão abertas de quinta-feira a sábado até 4 de Janeiro - à semana das 14h00 às 18h00, aos fins-de-semana das 14h00 às 19h00, fechando a 25 de Dezembro e a 1 de Janeiro. As crianças até dois anos, inclusive, não pagam entrada. Dos três aos 12 anos, o bilhete custa cinco euros, mais um euro para quem tenha entre 13 e 64 anos, e cinco para maiores de 65 anos. A pulseira de livre acesso custa 10 euros.