Estilo da prova dos professores não fugiu ao habitual

Testes incluíram a interpretação de textos e gráficos.

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A prova de avaliação será exigida a quem quer dar aulas Paulo Ricca/Arquivo

Os itens de escolha múltipla eram diversificados, como nas outras provas já realizadas, e incluíram a interpretação de textos e de gráficos mais ou menos complexos. Na questão sobre o jogo de feijões os professores com menos de cinco anos de serviço (que sem passarem a esta prova não podem candidatar-se a dar aulas) são informados de que no final do jogo “o João tem o maior número de feijões, a Ana tem o dobro dos feijões do Miguel” e “a Patrícia tem metade dos feijões do Miguel”. E a pergunta é: “Qual foi o jogador que ficou em terceiro lugar?”<_o3a_p>

Noutra questão, os docentes ficam a saber que “o orçamento mensal de uma escola se distribui pelos custos com a manutenção de infra-estruturas, com a aquisição de consumíveis e com o consumo de electricidade” e ainda que “o custo dos consumíveis é o triplo do custo da manutenção e o custo da electricidade é o quádruplo do custo da manutenção”. “No mês de Dezembro, o custo da electricidade foi 880 €. Qual foi a despesa total nesse mês?” Possíveis respostas: 3 520 €; 6 160 €; 2 640 € e 1 760 €.<_o3a_p>

No chamado item de resposta extensa (de 250 a 350 palavras) os professores puderam ler um excerto de um ensaio de José Manuel Fernandes, ex-director do PÚBLICO e actual director do Observador, em que aquele defende que “a Internet e as redes sociais permitem que muito mais gente seja capaz de comunicar mais depressa e com mais pessoas, mas isso não implica que a informação que circula seja melhor e mais útil”. O desafio foi exporem a sua própria opinião sobre a perspectiva do autor.<_o3a_p>